Heróis nacionais distinguidos em Veneza

António Bequengue | Veneza
8 de Maio, 2015

Fotografia: Hugo Salvaterra

Os heróis angolanos são os grandes homenageados da Bienal de Artes de Veneza, na qual Angola é um dos países convidados e apresenta as obras de artistas de duas gerações.

O 40º aniversário da Independência Nacional é festejado na bienal com o conjunto de obras seleccionadas pelo curador António Ole, com o apoio de Benilde Hycran, Helio Jasse, Francisco Vidal e Nelo Teixeira.
Na mensagem da ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, lida pelo embaixador de Angola na Itália, Florêncio de Almeida, durante a inauguração do Pavilhão de Angola, a ministra destacou a importância da luta dos heróis nacionais.
“Queremos prestar tributo ao Presidente José Eduardo dos Santos, cuja liderança nos aponta para uma Angola que busca incessantemente metas cada vez mais ousadas e promissoras”, disse a ministra.
Veneza, acrescentou a ministra da Cultura, é agora um lugar de encontro e reencontro, com um itinerário obrigatório no qual as artes angolanas se propõem assumir um papel de destaque.
“Angola voltou a Bienal de Veneza para reiterar o compromisso com uma das premissas do Executivo no que se refere ao exercício de uma diplomacia cultural actuante, no qual o intercâmbio, o debate e o diálogo frutuoso com os parceiros dispersos pelo mundo são um ponto de honra”, adiantou Rosa Cruz e Silva. 
A proposta temática de Angola, destacou a ministra, alinha com o lema da Bienal “All the World Future” (“O futuro de todo o Mundo”), de forma a tornar mais vivo e rico o espaço. “Cada uma das peças que o integram, reflectem o estado da alma angolana que se projecta num futuro que auguramos vitorioso”. A Bienal Internacional de Artes de Veneza, destacou, deu a oportunidade de mostrar a excelência do talento artístico nacional, que foi premiado, para orgulho de todos os angolanos, com um Leão de Ouro, em 2013. “É grande a responsabilidade que recaiu sobre Angola e o trabalho a ser feito em prol das artes”, referiu a responsável pela Cultura. 
“Com a participação nesta bienal defendemos os criadores e das obras, para se fortalecerem os laços entre os criadores nacionais com os visitantes do espaço”, argumentou. O pavilhão de Angola, montado no Palácio Pisani, serve de mostra da proposta contemporânea das artes plásticas angolanas ao Mundo, depois de um período de trabalho que exigiu muita entrega de toda a equipa, para termos uma presença honrosa e digna na 56ª edição da Bienal, concluiu a ministra da Cultura.

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