Cultura

História colonial publicada em livro

Roque Silva |

Distintos momentos da história política e militar vividos no país são retratados no livro “Angola, séculos de solidão”, co-autoria dos pesquisadores Martinho Júnior e Leopoldo Baio, apresentado na quinta-feira, no auditório do Banco Económico, em Luanda.

O livro retrata, em 265 páginas e 12 capítulos, de forma cronológica a história de Angola, desde o colonialismo até 1992, antes do conflito civil, com textos envoltos em imagens, mapas e estatísticas.
Os textos fazem uma abordagem sucinta dos conflitos armados que o país enfrentou e tem como base um conjunto de pesquisas analíticas, publicadas em artigos escritos e publicados desde o ano de 2002 em jornais, revistas e blogs, de autores nacionais e estrangeiros, e testemunhos de nacionalistas. O livro navega pelo massacre da Baixa de Cassanje, aos 4 de Janeiro de 1961, que despoletou a revolta pela luta de libertação, depois de os colonos portugueses reprimiram cerca de 20 mil camponeses angolanos, Independência Nacional, a Batalha do Cuito Cuanavale, até à geoestratégia para um desenvolvimento sustentável em Angola.
As acções dos movimentos de libertação nacional (MPLA, FNLA e a UNITA) e as implicações de alguns movimentos internacionais e países nas guerras travadas no território nacional.
Textos como “Angola no centro do furacão”, “Testemunho de Américo Boavida”, “A ingerência de Henry Kissinger no processo de descolonização de Angola”, “Kifangondo”, “Mercenários nas terras proibidas de Angola”, “A derrota de Mobutu em Cabinda”, “ Savimbi”, “Cuito Cuanavale I”, “Cuito Cuanavale II” e “José Eduardo dos Santos” são alguns dos temas em abordagem no livro.
A obra destaca a sapiência do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na procura de soluções para o fim da guerra fria. Editado  pela LeArtes, traz uma nota introdutória do alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche: “A história só é tolerável para personalidades fortes, ela sufoca as personalidades fracas.”

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