Historiador quer estudo do património


7 de Agosto, 2015

A preservação do património histórico-cultural angolano, em especial da região de Mbanza Congo, no Zaire, precisa de maior atenção, para se tornar uma referência mundial, defendeu ontem no Soyo o historiador Monteiro Pedro.

O responsável, que manteve um encontro com os estudantes da Escola Superior Politécnica do Soyo, disse ser fundamental fazer um estudo aprofundado sobre o património cultural de outros municípios, além de Mbanza Congo, como o Soyo, por não serem muito conhecidos. Para o historiador, locais históricos como o Porto Rico, na comuna do Sumba, no Soyo, onde embarcavam os escravos oriundos do antigo Reino do Congo para as Américas e Europa, devem ter monumentos.
A Ponta do Padrão, local onde desembarcou o navegador português Diogo Cão na sua primeira expedição a África, em 1482, e o Porto do Mpinda, também são outros dos marcos históricos de Angola existentes na região, que devem ser protegidos e divulgados, segundo o especialista.
O Porto de Mpinda foi o local onde, em 1491, desembarcaram os primeiros missionários portugueses, dando assim início à evangelização cristã na África Subsariana.
“São patrimónios culturais que devem ser bem preservados por todos, por serem parte da origem histórica e cultural da região”, reforçou.
Monteiro Pedro defende ainda a realização periódica de excursões estudantis nestas zonas históricas, para que os jovens tenham conhecimento sobre os referidos locais. “Os professores devem contribuir também para uma maior divulgação e valorização da História do país e da província.”
O historiador disse estar optimista em relação ao programa do Governo do Zaire para a preservação, valorização e divulgação do património histórico-cultural da província.

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