Historiadora pede difusão


27 de Março, 2015

A importância de se divulgar mais o processo e os efeitos do tráfico de escravos, que durante mais de 200 anos levou os “filhos de África” para as Américas, foi defendida quarta-feira, em Ondjiva, Cunene, pela historiadora Soraia de Jesus Mateus.

A docente universitária disse à Angop, a propósito dos 208 anos da Abolição do Tráfico Transatlântico de Escravos, que o estudo, divulgação e transmissão do processo de escravatura no mundo e particularmente em África são essenciais para as novas gerações compreenderem melhor  um pouco da História.
A transmissão desses factos é condição essencial para uma paz duradoura baseada na compreensão mútua entre povos e a plena consciência dos perigos do racismo e do preconceito, assim como uma das melhores formas de homenagear os escravos e os seus descendentes.
“A escravatura influenciou e proporcionou, de certo modo, as condições para que os angolanos, em particular, partissem definitivamente para a luta de Libertação Nacional, com acções de revolta contra a ocupação colonial portuguesa de 500 anos”, disse. Soraia de Jesus Mateus realçou que esta efeméride serve ainda para prestar homenagem à memória daqueles que morreram em consequência da escravatura, devido aos horrores da travessia do Atlântico e da luta de libertação, bem como reduzir o défice de conhecimentos em relação às consequências do tráfico de escravos e da escravatura.
Em Novembro de 2006, as Nações Unidas designaram o 25 de Março de 2007 como o Dia Internacional da Comemoração da Abolição do Tráfico Transatlântico de Escravos. A data serve ainda para reconhecer toda a influência da escravatura no mundo moderno, com os Estados membros a reconhecer que a escravatura foi a causa de “uma profunda desigualdade social e económica em África e dos sentimentos de ódio, intolerância, racismo e preconceito que continuam a afectar os descendentes africanos”.

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