Historiadora quer maior divulgação

Tatiana Marta | Huambo
23 de Julho, 2016

Fotografia: Frank Beu | Angop

A historiadora Catarina de Oliveira disse, na quinta-feira, no Huambo, ser importante fazer-se uma maior divulgação nos meios de Comunicação Social do estado actual dos monumentos e sítios históricos da província.

A historiadora, que falava numa palestra sobre o tema “A Conservação dos monumentos e sítios”,  disse que uma das formas de divulgação destes monumentos e sítios históricos consiste na intensificação de campanhas de sensibilização e realização de palestras nas comunidades, escolas, igrejas e lugares públicos para que os cidadãos conheçam o verdadeiro sentido e importância desses lugares para a cultura e a História do país.
“A preservação destes bens não deve obedecer só aos valores estéticos arquitectónicos ou históricos,  mas também ao significado que têm para a comunidade onde se encontra localizada para a formação da sua identidade cultural e para o exercício de cidadania.”
Para este propósito, a historiadora sugere estreita colaboração entre a Direcção Provincial da Cultura, administrações municipais e a sociedade civil para melhorar a conservação do património de todos, cujo último fim é contribuir  para a conservação da história da província, bem como da identidade etnolinguística da província.
Os monumentos e sítios, disse, devem conter placas ou dísticos para maior conhecimento e valorização. Catarina de Oliveira aconselhou a Direcção Provincial da Cultura a distribuir periodicamente cartilhas sobre os sítios e monumentos classificados existentes no Humano.
A historiadora considerou os monumentos e sítios da região como sendo o legado das realizações históricas e culturais dos ancestrais que retratam a vida, os hábitos e costumes dos nossos antepassados, pelo que recomenda a sua protecção e conservação. A localização dos monumentos e sítios, de acordo com a historiadora, são de extrema utilidade para a actividade turística, quando se observa o crescimento de procura por parte de nacionais e estrangeiros interessados em conhecer o legado cultural das regiões.
Catarina de Oliveira apontou as pedras Nganda ya Kawe, Forte da Quissala, Pinturas Rupestres de Kaniñguili, os túmulos do soba Wambo Kalunga, dos reis  Ekuikui II e Katiavala, as Pedras Alemães, a  Praça António Agostinho Neto e a Missão Católica do Cuando como alguns dos monumentos a serem catalogados na província. Da lista constam também a Igreja de Nossa Senhora do Monte, o Museu Antropológico e a Albufeira do Cuando.
A palestra foi realizada pela Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher no Huambo, no âmbito da Jornada da Mulher Africana, que decorre de 7 a 31 deste mês.

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