Histórias de Luanda na Liga Africana

Roque Silva |
11 de Abril, 2015

Fotografia: Paulo Mulaza |

O grupo Nguizani Tuxicane apresenta hoje às 18h30 Liga Africana, Luanda,  no âmbito da quinta edição do Festival de Teatro da Paz (FESTEAPAZ), que encerra amanhã, a peça “Cassinda Não Volta Atrás”.

O espectáculo conta a história do jovem Cassinda, da localidade do Lunje, que aceitou as condições impostas pelo seu sogro Namunda para poder casar com a filha.
Cassinda, por amor à jovem Chissole, assume o compromisso de viver em casa do pai da noiva e ser enterrado vivo se Namunda morresse, o que sucede alguns anos depois. A dúvida a partir daí é saber se deve cumprir o que prometeu.
O grupo de teatro Nguizani Tuxicane, constituído por 18 elementos, foi fundado em Luanda em 4 de Janeiro de 1995. Entre as peças o seu repertório constam “Massoxi, as Lágrimas Provocadas”, “Desastre de um jovem” e “Infidelidade”.

Vovô Mbaxi

Também no âmbito do quinto FESTEAPAZ, o grupo de teatro Julu apresenta hoje às 2100 na Liga Africana, a peça “Vovô Mbaxi e as Histórias do Chamavo”, abordagem sobre alguns problemas sociais de Luanda.
Na peça participam 14 elementos, entre os quais integrantes de uma banda musical e bailarinos, que transportam para o palco algumas disputas acérrimas do Carnaval da Vitória. Os desfiles que mais despertavam atenção dos foliões na década de 1940 e seguinte, fundamentalmente os despiques entre os grupos Cidrália e Os Invejados são dos momentos altos do espectáculo.
A apresentação da peça é também uma homenagem a“Mestre Geraldo”, exímio precursor da rebita e figura emblemática do grupo carnavalesco União Feijoeiros do N’gola Kimbanda, da Samba. O grupo, fundado em 1992, por Manuel Teixeira, Lourenço Mateus, Pedro Henriques Pascoal e Vado Baptista, venceu em 1999 e 2000 o Prémio de Teatro Cidade de Luanda.

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