Cultura

Histórias de Luanda transmitidas aos jovens

Manuel Albano

A necessidade de reorganização da história do país, em particular da fundação de Luanda, foi o subsídio deixado pelos prelectores Dionísio Rocha, Kajimbagala e Salas Neto, no encontro sobre “Luanda, sua história, gastronomia, hábitos e costumes”.

Salas Neto
Fotografia: Edições Novembro

A palestra decorreu na Casa da Cultura Njinga a Mbande,  no Rangel, durante a qual os prelectores chamaram a atenção para o facto de a população colonizada continuar a valorizar as coisas feitas pelas potências colonizadoras.

Num debate aberto, os participantes concluíram que a data da fundação da cidade de Luanda não é consensual. De acordo com o antropólogo Virgílio Coelho, que já exerceu as funções de vice-ministro da Cultura, existem muitas dificuldades para um entendimento sobre as datas históricas nacionais.

O escritor Kajimbagala é de opinião que Paulo Dias de Novais não fundou Luanda, mas instalou-se num território onde já existia um sistema financeiro muito bem organizado com as trocas comerciais a funcionar.

Salas Neto falou da repetição dos acontecimentos de moda, intrigas entre grupos de bairros. 

O jornalista Drumond Jaime contribuiu com informações sobre limites fronteiriços na época dos reinos, a organização política, social e cultural do Reino do Ndongo.

Na opinião da directora da Casa da Cultura Njinga Mbande, Patrícia Faria, a palestra “foi um exercício que vai ter continuidade como forma de ajudar a transmitir conhecimentos aos jovens.”

A segunda edição vai servir para abordar os aspectos arquitectónicos da cidade, danças típicas, agrupamentos musicais, grupos carnavalescos e moda. O encontro resume-se a uma mesa de debate, em que os oradores orientam uma discussão  sobre aspectos sociais e culturais da cidade de Luanda, incluindo curiosidades.

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