Cultura

"Homestay" premiado melhor documentário

A curta-metragem “Homestay”, no género documentário, da cineasta e activista cabo-verdiana Lolo Arziki, ganhou um prémio no Avanca Film Festival 2017, em Portugal.

Uma das cenas da curta-metragem produzida em Cabo Verde
Fotografia: Lolo Arziki

O filme, que obteve recentemente o Prémio Estreia Mundial Televisão, retrata experiências de um projecto de turismo domiciliar realizado no Ilha do Maio, em Cabo Verde.
“Homestay” teve a produção de Janette Almeida Agues, direcção de fotografia de Ricardo Mendes, som de Djoy Faustino, edição de Rafael Vieira e “making of” de Mafalda Navas, enquanto a música é do grupo de percussão Raiz do Monte Penoso
da localidade de Alcatraz, Ilha do Maio.
Manifestando-se grata pela conquista do prémio, a jovem realizadora cabo-verdiana enalteceu o júri da competição “pela sensibilidade em perceber a importância deste projecto”.
“Obrigada às mulheres maravilhosas que nos deixaram partilhar, através do cinema, as suas experiências, as suas inquietações e este projecto empreendedor, o qual elas lideram”, escreveu a realizadora, reagindo à atribuição do prémio.
Produzido pela Fundação Maio Biodiversidade e a FFI sob a Iniciativa Darwin, a curta-metragem acompanha o programa de turismo de habitação Homestay, em que as mulheres, chefes de família da Ilha do Maio, receberam nas suas casas hóspedes interessados num tipo diferente de turismo. O programa começou em 2013 e ainda está em curso.
O turismo de habitação ou turismo domiciliar é um tipo de hospedagem em viagem em crescimento no Mundo e que permite ao turista uma maneira diferente de conhecer a cultura e os hábitos locais, além de beneficiar de preços mais acessíveis.
Para as mulheres de diferentes localidades da Ilha do Maio que participam no programa esta é também uma importante fonte de rendimento económico.

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