Horizonte estreia peça para namorados

Adriano de Melo |
23 de Janeiro, 2015

Fotografia: DR |

As escolhas de amor numa sociedade em constantes mudanças, onde os bens materiais prevalecem cada vez mais são a nova proposta do grupo Horizonte Njinga Mbande, que estreia em 14 de Fevereiro, às 20h00, no Centro de Conferências de Belas.

O actor e encenador disse que a peça, que começa às 20h00 e é alusivo ao Dia dos Namorados, centra-se especialmente “nos desejos e sonhos que hoje movem os casais enamorados angolanos”. “Procuramos um tema actual que causa regularmente problemas, principalmente entre os jovens, que vivem constantemente divididos entre os bens materiais e o amor. É também uma forma de participarmos neste ‘debate’, com conselhos sugestivos”, declarou Damião Kuvula.
Os bilhetes para o espectáculo, interpretado por oito actores e com duração de uma hora, começam a ser vendidos no dia 30, no Centro de Conferências de Belas e na sede do grupo, na escola Njinga Mbande.
No mesmo dia o grupo Horizonte apresenta, na sua sede, o espectáculo, “O Triangulo do Amor (Encontros e Desencontros), que estreou em 2001, mas agora é apresentado com alterações no argumento, para se adaptar aos dias de hoje.
“Os dois espectáculos são comédias, mas com forte pendor educativo, porque é preciso reflectirmos mais sobre os rumos do namoro, particularmente nas consequências que podem advir destas relações”, disse.
A ideia, realou, é brindar os namorados com espectáculos que falem sobre o amor e as escolhas feitas em nome dele, mas também da falta de correspondência em alguns casos. “O Horizonte pretende com as encenações levar a produção de teatro a outro patamar, com argumentos convincentes, adaptados ao quotidiano da sociedade e com uma encenação mais interactiva. Vamos lembrar a data, mas de forma diferente”, disse.

“Ser taxista”

A companhia de teatro Horizonte Njinga Mbande apresenta hoje na sua sede às 20h30, amanhã e domingo, em duas sessões, uma às 19h45 e outra às 21h30, na sua sede, o espectáculo “Ser Taxista”.
A peça foi escolhida, disse, por abordar um problema actual, que é a falta de emprego entre os jovens, e trazer à reflexão a questão da crescente onda de acidentes rodoviários. “Ser taxista tem sido a saída dos jovens que passam por dificuldades financeiras. Este tipo de serviço é o primeiro emprego de muitos e chega mesmo a ajudar a sustentar famílias, mas é um trabalho que requer atenção e cuidados por envolver a vida de muitas pessoas. Portanto, é preciso chamar sempre a atenção dos taxistas para essa questão”, afirmou.
Damião Kuvula referiu que a comédia foi escolhida para saudar mais um aniversário da cidade de Luanda. “Os taxistas são um elemento chave na dinâmica da capital do país. Eles estão em quase todas as ruas a fazer o transporte das pessoas, de forma formal ou informal”, sustentou o actor.
Outro aspecto importante no espectáculo, realçou, é a vertente humana dos taxistas geralmente considerados arruaceiro, mas que no fundo é vítima das vicissitudes da vida. “A história de vida de Sebastião, a personagem principal da peça, é a de qualquer jovem desempregado e desesperado, disposto a tudo para sustentar a família. Queremos que o público preste também atenção a este pormenor para o poder entender”, disse.
O actor anunciou ainda ao Jornal de Angola a criação de um projecto de interacção com o público, no qual este pode escolher o próximo espectáculo.
“É uma ideia inovadora, fruto de um projecto do grupo de explorar novas dinâmicas de comunicação. No final de cada espectáculo sugerimos algumas peças para o público escolher. Para o próximo fim-de-semana propostas são ‘O regressado’, ‘Romeu e Juju’ ou ‘The Face (O rival)”, disse Damião Kuvula.

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