Huambo ganha este ano orquestra sinfónica

Estácio Camassete | Huambo
12 de Janeiro, 2015

Fotografia: Santos Pedro

A qualidade da música feita pelos artistas do Huambo vai ganhar mais expressão com a criação, este ano, da orquestra sinfónica da província e uma escola de música, informou, director da Cultura.

Pedro Tchissanga, que apresentou o balanço das actividades de 2014 e as acções programadas para este ano, garantiu a aposta contínua da Cultura na formação dos artistas e a realização de mais projectos culturais, com o intuito de transformar a província numa potência das artes.
O sector da Cultura, destacou, pretende, este ano, valorizar mais as artes e trabalhar em projectos que visam imprimir mais qualidade nas obras, para que os artistas consigam obter rendimentos, divulgar e promover a tradição local.
Apesar das dificuldades vividas pelos músicos locais, Pedro Tchissanga considerou satisfatória a actual produção discográfica na província, “tendo em conta o seu aumento nos últimos tempos”, e a qualidade dos temas interpretados. Uma prova deste aumento qualitativo, disse, é a conquista do “Variante 2014”, em Setembro, no Cunene, pela cantora Edna Mateias, a representante do Huambo. “Hoje na província já existem muitos cantores locais conhecidos e vários estúdios de gravação estão a surgir nos bairros, de forma ilegal”, disse.
A direcção da Cultura pretende construir um estúdio de gravação no futuro Centro Cultural do Huambo, ainda em construção.  Actualmente, explicou, estão inscritos, oficialmente, sete estúdios, que já trabalharam com artistas de renome como Nay e Dussa Produtoras. Quanto à produção literária, a província registou cem livros novos no mercado, o ano passado. A maioria dos títulos foi editada no Huambo. “O ano de 2014 foi de muitas realizações, como o FENACULT. A província teve também a melhor participação na Feira da Indústria Cultural e realizou festivais de teatro, trova e feiras do livro”, recordou.
Pedro Tchissanga reconheceu que um dos problemas para a massificação do teatro no Huambo é a falta de salas de espectáculos, mas garantiu que com a criação de três salas no futuro Centro Cultural, a província está em condições de apostar nas artes cénicas.

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