Huíla quer relançar os centros culturais

Arão Martins | Lubango
14 de Outubro, 2015

Fotografia: Francisco Bernardo

A implantação de centros culturais nos municípios da província da Huíla foi defendida segunda-feira, no Lubango, pela vice-governadora provincial da Huíla para o sector Politico e Social.

Maria João Chipalavela, que discursava na abertura do terceiro Conselho Consultivo Provincial da Cultura na Huíla, disse que com a implementação dos centros culturais municipais as crianças, jovens e adultos têm a oportunidade de fazer teatro, música, dança e os fazedores de artes conseguem expor as suas obras.
A vice-governadora provincial explicou que é nos centros culturais  onde os mais velhos podem   contar histórias, fazer  artesanato e até promover  o artesanato rural. “Estes centros permitem diversificar a  economia, pois,  com o artesanato e a cultura, podemos promover mais o nosso turismo  e   gerar mais receitas”, disse.
Cabe ao Governo e às instituições garantir o acesso de todos os cidadãos aos benefícios da cultura, entendida como um conjunto de traços, distintivos, espirituais, materiais, intelectuais e efectivos que caracterizam um grupo social, sublinhou Maria João Chipalavela, que acrescentou: “É oportuno  olhar para as aspirações dos cidadãos.  A cultura é o que nos representa, o que fala das nossas práticas, valores, costumes, crenças e religiões. É a base sobre a qual se constrói uma nação e com a qual a mesma se fortalece”.
Maria João Chipalavela disse que a Cultura promove a coesão e a estabilidade espiritual e emocional dos povos. “Por isso, é importante implantar os centros municipais culturais que se destinam ao desenvolvimento da actividade cultural na sua diversidade onde todos possam expor as suas obras.”
 Não devemos destruir o nosso património histórico, advertiu Maria João Chipalavela, que acrescentou: “É importante prestarmos atenção às bibliotecas, não precisamos de grandes infra-estruturas, mas precisamos, sim, que as crianças e jovens possam ler mais, possam ter acesso aos livros e esse acesso pode ser com pequenas caixas   numa mota ou bicicleta, mas que essa literatura ou biblioteca cheguem aos cidadãos”, defendeu.
“É importante estimular a cultura para que se estimule também a cultura de paz”, continuou, para concluir: “É preciso estimular essa cultura de paz que faz com que os povos e nações consigam viver num ambiente de cordialidade e tal dimensão está expressa no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013/2017, que salvaguarda todas essas dimensões da cultura.”
Durante os dois dias do Conselho Consultivo Provincial da Cultura na Huíla foram abordados temas como “O estado actual do património cultural e natural, sua conservação, preservação, protecção e valorização”, “Impacto da animação artística no processo de desenvolvimento do sector”, “A influência do associativismo no desenvolvimento cultural” e “Importância da recolha do património nacional na Huíla”.
“A Concretização do ensino das línguas na província e seu impacto nas comunidades”, “Programas culturais municipais”, e “A igreja em Angola – Lei da Liberdade de Religião, Culto e Crença e Constituição das Plataformas Ecuménicas” também foram debatidos no encontro, que juntou responsáveis da acção cultural dos 14 municípios da Huíla.

capa do dia

Get Adobe Flash player




ARTIGOS

MULTIMÉDIA