Identidade angolana em fotos


9 de Setembro, 2014

Fotografia: Cedida pela Autora

“Gente Bela” é o título da primeira exposição em Angola da artista plástica brasileira Holanda Cavalcanti, que está patente no Belas Shopping, em Luanda, até ao próximo dia 15, para “espelhar” a identidade nacional.

A exposição, composta por 40 retratos, a cor e preto e branco, traz imagens dos angolanos, nas suas diversas províncias, com o intuito de mostrar a riqueza e a diversidade cultural do país.
As fotos, disse a artista num comunicado de imprensa, são resultantes das dezenas de viagens feitas a Angola, como fotógrafa da Odebrecht e nas suas várias investigações artísticas no país, que já haviam sido contadas no livro “Ê Povo Ê”, onde explora um pouco mais do elo cultural entre África (Angola) e o Brasil.
A ideia, conta a artista, é “olhar para Angola como um espelho em busca da própria identidade”.  “Fotografar Angola e os angolanos é algo muito além de um simples trabalho. É um prazer, uma realização pessoal e profissional. Uma descoberta que se amplia a cada visita”, disse. No país a convite da empresa Odebrecht Angola, para participar dos festejos dos seus 30 anos, a artista brasileira disse que está orgulhosa pela convocação. Para Holanda Cavalcanti, a exposição é também uma forma de acreditar na História do país, através de um retrato perene do que existe de belo, como a própria vida e o desejo de prosperar diante de um novo amanhecer.
Radicada em São Paulo, a fotógrafa baiana Holanda Cavalcanti viaja há 18 anos para Angola. Natural de Salvador, Bahia, a artista conta que a sua primeira missão no país foi dominada por uma imensa ansiedade e curiosidade sobre como seriam Angola e os angolanos.  “Cheguei quando a Nação enfrentava tensões. Minha tarefa era fotografar a primeira obra realizada pela Odebrecht no país – a Barragem Hidroeléctrica de Capanda. Verifiquei que, paralelamente à busca da paz e prosperidade, Angola era impulsionada por um povo lutador, aguerrido e de forte esperança, geralmente traduzida em sorrisos, mesmo nos momentos mais difíceis”, explicou.
Na altura, adiantou, procurou fotografar, em especial, as obras em curso e as pessoas, porque, no seu entender, “não haveriam novas infra-estruturas sem o heróico trabalho dos angolanos, ou prosperidade sem estruturas para garantir a qualidade de vida”.
Questionada sobre o seu interesse pelas imagens, Holanda Cavalcanti disse que fotografar é a sua especialidade como repórter fotográfica da revista “Odebrecht Informa”. “Hoje, quase duas décadas depois da primeira visita, olho para trás e recordo que, nesse tempo, atravessei o Oceano Atlântico várias vezes e a cada viagem tive sempre uma nova descoberta”, destacou.

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