Ima Ioso angaria verbas para viagem

Roque Silva
3 de Outubro, 2015

Fotografia: Santos Pedro

A companhia de teatro Nova Semente exibem, hoje,  às 20h00, na Liga Africana, em Luanda, o espectáculo “Amigo da Gatuna” e grupo Ima Ioso apresenta amanhã, a mesma hora e local, a peça “Sexo no Casamento”, no âmbito de uma campanha de angariamento de verbas.

A apresentação das duas peça marca o fim de uma temporada realizada de angariamento de verbas para suportar a deslocação ao Brasil, do grupo Ima Ioso convidado a participar, este mês, no Festival de Teatro da Cidade de Praia Grande, em São Paulo.
A peça “Amigo da Gatuna”, do colectivo de teatro Nova Semente, retrata, em uma hora, o arrependimento de um jovem que escolhe a cara-metade, em detrimento da mãe e do melhor amigo.
Cambolo casa-se com Yolanda, esquece o melhor amigo e põe de lado a sua progenitora, que se encontra gravemente doente, por seguir os conselhos da parceira. Mas Cambolo é um indivíduo ausente da família, mas dedicado ao trabalho. Apercebendo-se da ausência do esposo, Yolanda trai-o com o seu melhor amigo. A sua mãe apercebe-se, conta ao filho, que não acredita, e depois morre de enfarte.
Segundo o encenador Miguel Lourenço “Freddy”, o objectivo principal da peça é aconselhar as pessoas a manterem-se longe das relações entre casais, de forma a não influenciarem negativamente nas atitudes de um dos parceiros.
Fundado em 2009, na paróquia da Ressurreição da Igreja Nossa Senhora de Fátima, o grupo tem no seu repertório, entre outras peças, “A sogra também pode ser mãe”, “O feto rejeitado”, “O oficial de justiça” e “A paixão de Cristo”.

Tabus no casamento

O espectáculo “Sexo no Casamento”, do colectivo Ima Ioso, explora os meandros das relações conjugais, um assunto ainda evitado por muitos casais devido a sua complexidade. Adaptado do livro homónimo do dramaturgo brasileiro Fábio Marcelo, a peça é um drama sobre alguns tabus vividos nas relações conjugais, com maior incidência aos relacionados ao sexo.
O espectáculo é para maior de 18 anos, pois segundo o encenador Plácido Lopes, é sem censura, tendo em conta as expressões e representações de nudismo. Marco António e Maria Luísa casam-se, mas esta nega ter relações sexuais na noite de núpcias, pois defende que deve perder a virgindade 48 horas depois de contrair o matrimónio.
Marco António decide ouvir programas de rádio para descontrair e num deles escuta que o mundo pode desaparecer em qualquer instante, o que leva Maria Luísa a se entregar ao marido. Este, por outro lado, recusa a fazer a vontade da parceira.
A par de “Sexo no Casamento”, as peças “Catarina”, “Gravidez” e “Tem que haver perdão” são as mais representativas do grupo Ima Ioso.

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