Incentivo ao hábito de leitura

Kátia Ramos
1 de Julho, 2016

Fotografia: Maria Augusta

O Executivo angolano está empenhado em contribuir para o desenvolvimento da criatividade e personalidade das crianças, pois representa um compromisso  do despertar da cidadania, da educação estética e de conhecimento, através do hábito da leitura, disse ontem, a ministra da Cultura.

Carolina Cerqueira, que discursava na abertura na décima edição do Jardim do Livro Infantil, na Mediateca de Luanda, adiantou que  a iniciativa visa responder às metas do Executivo angolano expressada nos princípios gerais e específicos da Política Cultural Angolana, com o objetivo de resgatar a cultura.
A ministra explicou que é através da leitura que a criança pode descobrir, explorar e criar novos mundos e novas realidades pelo conjunto de saberes ou habilidades em escrever e ler bem.
“Relacionar-se com as artes da gramatica, retorica e da poesia são as acepções do termo literatura que pode definir um conjunto da produção intelectual humana escrita e uma verdadeira arte literária”, disse Carolina Cerqueira, e acrescentou que “as historias devem ser escritas com palavras muito simples, porque as crianças sabem poucas palavras e não gostam de usar as complicadas”, inspirando-se nas palavras de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura.
O objectivo do Jardim do Livro Infantil, que decorre amanhã em todo o país, numa iniciativa do Instituto Nacional das Indústrias Culturais, é levar os mais pequenos á historias que são dirigidas a despertar nos adultos a importância de escrever contos infantis.
A literatura infantil, disse Carolina Cerqueira, é a leitura dirigida ao leitor e as peças literárias escritas por elas mesmas, que têm tradicionalmente um foco muito marcado na transmissão de uma moral específica, que funciona como um mecanismo formativo de adaptação da criança no contexto social. A ministra disse ser necessário levar e potenciar o trabalho dos escritores, bem como privilegiar a distribuição dos livros infantis nas localidades de difícil acesso para a expansão da cultura na literatura.
“O papel pedagógico da literatura infantil enquadra-se no programa  do ministério e dos governos provinciais  e prossegue através da facilitação do acesso as crianças nas bibliotecas e mediatecas.”  Nesta edição, com encerramento previsto para amanhã, às 11h00, no Palácio de Ferro, foram disponibilizados pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais  cerca de quatro mil livros em todo país.
 A iniciativa realizada anualmente comporta um conjunto de realizações de caracter cultural e educativo, dirigido a crianças, pais e educadores que tem como elemento centrais o livro e a leitura. Com abrangência nacional, em Luanda decorrem simultaneamente feiras do livro infantil nos municípios de Viana, Cacuaco e Belas e na centralidade do Kilamba.

"Lua e o Príncipe"

Maria José Saraiva, com o livro “Lua e o Príncipe”, recebeu ontem, na Mediateca de Luanda, o troféu de vencedora do prémio literário Jardim do Livro Infantil, edição 2016, uma iniciativa do Instituto Nacional das Industriais Culturais (INIC), do Ministério da Cultura.
A vencedora recebeu das mãos da ministra da Cultura um diploma e um cheque no valor 500 mil kwanzas. O prémio literário visa premiar a criação literária infanto-juvenil e promover o surgimento de novos autores e novas obras infanto-juvenil.
De acordo com a organização, o júri atribuiu o prémio pela criatividade, pelo movimento e pela perspetiva pedagógica da obra, que explora a prosa aliando a uma linguagem adequada à faixa etária a que se destina o livro “Lua e o Príncipe”.
A cerimónia de abertura da décima edição do Jardim do Livro Infantil na capital do país contou com a presença  da vice-governadora da província de Luanda, Jovelina Imperial, do secretário de Estado das Tecnologias de Informação, Pedro Sebastião Teta, Luiz Armindo, director da Mediateca, e Ana Maria Carneiro, esposa do governador da província de Luanda.

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