Incerteza do futuro na Bienal de Veneza


26 de Outubro, 2014

Fotografia: Divulgação

O tema da Mostra Internacional de Arte Bienal de Veneza 2015, apresentado pelo curador Okwui Enwezor, assenta na relação entre os artistas e a arte, perante a incerteza da situação actual no mundo.

Okwui Enwezor apresentou em Veneza o tema “All the World’s Futures” (Todos os Futuros do Mundo, em tradução livre), ao qual vai ser dedicado a próxima mostra, a 56ª edição, que vai decorrer naquela cidade entre Maio e Novembro de 2015.
Acompanhado pelo presidente da Bienal de Veneza, Paolo Baratta, o curador explicou que a ideia para o título é resultado de uma reflexão sobre o estado “convulsivo do mundo e da forma como pode ser examinado e compreendido” pelos artistas.
“Durante os dois últimos séculos, as mudanças radicais geraram novas e fascinantes ideias usadas por artistas, escritores, realizadores, performers, compositores e músicos. O tema da Bienal de 2015 vai ser um projecto para criar uma nova avaliação da relação entre a arte e os artistas face ao actual estado das coisas”, disse.
Enwezor espera que a próxima Bienal recuse confinar-se às barreiras das exposições convencionais e que o público, os artistas de todas as áreas, e os activistas “contribuam como protagonistas centrais no orquestrar do projecto”. Por seu turno, Paolo Baratta, destacou que a Mostra Internacional de Arte da Bienal de Veneza “não é uma feira de arte mas uma exposição”, cujo conteúdo “resulta da realidade presente, que exige tarefas mais complexas” aos artistas.
“Não é a primeira vez que uma exposição de arte enfrenta um mundo cheio de incerteza e perturbação.  Uma exposição deve responder com um entusiasmo e dinamismo evidentes, como aquela que estamos a organizar”, disse ainda. Um total de 53 países vai participar nesta Bienal de Veneza que, além da programação paralela, apresenta os pavilhões nacionais nas áreas dos Giardini e Arsenale, além do centro histórico.
Na edição de 2013 da Bienal de Arte de Veneza, na estreia de Angola no certame, o projecto “Luanda, Cidade Enciclopédica”, com 23 fotografias do artista Edson Chagas, conquistou o Leão de Ouro.
O projecto angolano foi instalado no palácio Cini, um edifício histórico que hoje acolhe uma colecção de arte e mobiliário renascentista, intitulado “Luanda, Cidade Enciclopédica”, e incluiu 23 fotografias de Edson Chagas numa exposição comissariada por Paula Nascimento e Stefano Pansera.

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