Indústrias Culturais com feira em Setembro

Mário Cohen|
25 de Julho, 2014

Fotografia: José Soares

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, disse ontem em Luanda que já estão criadas todas as condições para a realização digna da II edição da Feira Nacional das Indústrias Culturais (FNIC), que mostra, de 5 a 10 de Setembro, as potencialidades dos criadores angolanos.

A actividade vai decorrer em todo o território nacional e tem como objectivo constituir uma bolsa de negócios mais segura e atractiva para os agentes económicos no domínio da cultura, assim como promover o mercado artístico nacional.
Um das finalidades da FNIC, disse ontem a ministra na Feira Internacional de Luanda (FILDA), “é celebrar e exaltar a cultura nacional, através de acções concretas e directas para a expansão do investimento empresarial de matriz cultural”.
A FNIC é também uma oportunidade única para a reflexão em torno do actual movimento artístico cultural, no quadro da aplicação de uma nova e melhor política cultural no país.
A ideia da constituição de salões para as diversas modalidades culturais decorre da necessidade de se criar espaços permanentes de fomento das actividades artísticas que visam o desenvolvimento de negócios neste domínio.
Rosa Cruz e Silva exortou os expositores a tomarem iniciativas que sejam capazes de permitir potenciar os investimentos que têm e a possibilidade da sua rentabilidade neste domínio.
A FNIC vai contar com a participação de 400 expositores nacionais. A organização da Feira está a trabalhar nos programas que vão complementar as exposições e outros serviços de cada espaço, de forma a torná-la mais atractiva e dinâmica, como oficinas demonstrativas, encontros sobre literatura angolana, gastronomia e medicina tradicional, mostras de cinema, artesanato, lançamento de livros, desfiles de moda e espectáculos culturais.
A perspectiva do Ministério é que a Feira, com o lema “Por uma Cultura de Paz - Promovamos as Indústrias Culturais”, seja realizada anualmente. Mas o Ministério da Cultura não tem capacidade financeira para tornar a FNIC uma actividade anual.
Matos Cardoso, presidente do conselho de administração da FILDA, espaço que acolhe a cerimónia de abertura e algumas das actividades da FNIC, considera a iniciativa um projecto de extrema importância para o país, não só na valorização da cultura nacional, mas sobretudo na integração das indústrias culturais no mercado nacional.
A gestora da Feira, Isabel Jacinto, disse que um dos principais objectivos desta II edição da FNIC é preservar e promover o artesanato local, assim como potenciar a vertente económica de sectores da cultura, valorizar os patrimónios nacionais e atrair o interesse da sociedade para as indústrias culturais.
Rosa Cruz e Silva informou que a FNIC conta com a participação de expositores de Moçambique, Cabo Verde, Portugal e Brasil.

Maior diálogo


A ministra da Cultura considerou o Festival Nacional de Cultura (FENACULT) como um espaço de diálogo e intercâmbio entre artistas, que vai permitir preservar e divulgar o produto dos criadores angolanos.
O FENACULT constitui um exercício que vai levar o empresariado angolano a participar activamente no desenvolvimento da indústria cultural nacional.
Tudo está a ser feito no sentido de se melhorar as condições para os criadores angolanos trazerem a público o produto da sua imaginação artística.
O FENACULT, que se realiza de 30 de Agosto a 20 de Setembro, vai servir como ponto de promoção da coesão, unidade e da diversidade cultural nacional. Entre os propósitos da actividade consta uma análise do estado actual do sector cultural.
O Executivo pretende ainda com o FENACULT, através do Ministério da Cultura, desenvolver as premissas para a aplicação da política cultural em interacção e articulação com o sector público, privado e o terceiro sector, divulgar e valorizar as artes e manifestações culturais, populares e tradicionais, o consumo e a valorização dos bens culturais nacionais, mediante a criação de redes culturais a nível local, nacional e internacional.

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