Cultura

Influência de filmes italianos em África

Francisco Pedro

“O cinema italiano em África” é tema, hoje, às 15h30,  de uma oficina a ser orientada pelo cineasta italiano Andrea Barzini, no Centro Cultural Brasil-Angola, nos Coqueiros, Baixa de Luanda.

Uma das cenas de “Um italiano em Angola” gravado em 1968 na Itália e no país
Fotografia: DR

Andrea Barzini está em Luanda a convite da Embaixada da Itália, que organiza as oficinas, em parceria com a Associação Angolana de Profissionais de Cinema e Audiovisuais (Aprocima) e o Centro Cultural Brasil-Angola (CCBA).
Para a abordagem do tema “O cinema italiano em África”, o cineasta tem como exemplo o longa-metragem “Um italiano em Angola”, produzido em 1968, pelo realizador italiano Ettore Scola, cujas filmagens decorrem no país e na Itália, há 50 anos.
As entradas são livres e vão participar estudantes de Comunicação Social, de Jornalismo e Cinema, além de profissionais de televisão, membros e não membros da Aprocima.
Realizador de cinema e televisão, Andrea Barzini dedica-se também ao roteiro e à produção cinematográfica. Licenciou-se em Filosofia, pela Universidade do Estado de Milano, e foi aluno de Federico Fellini, um dos mais importantes cineastas europeus e italianos.
“Os problemas do cinema não produzido em Hollywood” é o tema para o segundo dia, quarta-feira, às 15h30. Sobre esse tema, o realizador vai fazer uma abordagem do cinema ausente da mega propaganda comercial, designadamente o cinema africano, asiático, latino americano e de alguns países europeus, contrário das grandes produções alimentadas pela indústria norte-americana.
Andrea Barzini é autor de numerosos filmes e mini-séries que alcançaram sucesso na Europa, tais como “Jackie Kennedy”, “Italia-Germania 4-3”, filme que representa de maneira brilhante a sua geração.
Estreiou-se na televisão em 1989, com “Chiara” e “Glialtri”, entre as primeiras séries italianas dedicadas aos adolescentes, e assinou, entre outras, diversas temporadas da famosa série “Don Matteo”.
O documentário “I Giornibuoni”, sobre a recuperação dos rapazes inseridos na realidade das comunidades de reclusos menores, obteve numerosos reconhecimentos da crítica e recebeu o primeiro prémio no “Festival der Hum ALC”, de Buenos Aires, assim como no Festival de Cinema dos Direitos Humanos de Nápoles.  Andrea Barzini também é artista plástico e escritor. Recentemente, preparou a exposição “Meraviglie e Paradossi, il Design Dello Stupore” e publicou o livro autobiográfico “Una Famiglia Complicata”, pela Giunti Editore.

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