Inserção de ritmos no gospel retira a identidade da música


9 de Dezembro, 2014

Fotografia: Francisco Bernardo |

O padre Rufino Chitwe, da Igreja da Nossa Senhora das Graças, reprovou a inclusão de novos ritmos nas canções religiosas por “não ajudarem a identificar e preservar os ideais da doutrina religiosa”.

O sacerdote disse à Angop, na abertura da 3ª edição da Feira da Música Gospel, realizada no fim-de-semana, naquela igreja, que não se pode associar o gospel a outros estilos porque é essencial existir a mensagem da evangelização.
“Existem músicas com mais barulho do que meditação e a música gospel veio para ajudar o homem a interiorizar a sua vivência com Cristo”, afirmou.
A música, insistiu, deve tocar o coração do homem e proporcionar a mudança de consciência.
Sobre a feira referiu ter “um significado muito importante na vida dos religiosos, pois incentiva e estimula a evangelização”.
“A música gospel está a dar passos largos, mas ainda tem um longo caminho pela frente. Portanto é preciso que seja feita uma distinção clara de ritmos”, afirmou.
Entre a comunidade cristã, concluiu, há um projecto de formação que permite conhecer o verdadeiro sentido do gospel.

A feira


 Um dos organizadores da Feira do Gospel, Siona Júnior, disse que participaram 50 expositores. 
No dia do encerramento foi realizado um espectáculo, no átrio da Igreja da Nossa Senhora de Fátima, com Gui Destino, Irmãs Caty e Joly, Dodó Miranda, Nelson João e o grupo coral Esperança da Igreja de Bethel. Além de exposições de discos gospel, a feira também tinha uma grande variedade de livros religiosos.

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