Cultura

Instituto Superior de Artes anuncia primeiros finalistas

Manuel Albano

Os primeiros finalistas dos cursos de artes recebem os seus diplomas na próxima sexta-feira, dia 24, numa cerimónia a ter lugar na Casa das Artes, em Talatona, Luanda, pelas 9h30, onde estes vão mostrar ao público o que aprenderam ao longo dos anos, com a realização de espectáculos e seminários.

Primeiros finalistas da instituição de Ensino Superior são lançados este ano no mercado
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro

Num total de 52, os finalistas, formados pelo Instituto Superior de Artes (ISART), são estudantes dos cursos de Teatro (18 alunos), Artes Visuais (18 alunos) e Música (16 alunos). Além deste grupo também estão para ser distinguidos, este ano, os finalistas do curso de Designer de Moda.
O programa de actividades, com base nas informações dadas pelo chefe do departamento de comunicação do ISART, Augusto Paulo, inclui a realização de concertos, seminários, exposições, mesas redondas e de uma residência artística.
O projecto, que começa de 20 deste mês e decorre até o dia 24, abre com um encontro especial de reflexão artístico-cultural sob o tema “(Re)Descobrir a Arte”, a ter lugar às 9h00, no ISART, na centralidade do Kilamba, em Luanda. A actividade também serve para saudar o 25 de Maio, Dia de África, e o 15 de Abril, Dia Internacional das Artes.
O encontro, esclareceu, é uma oportunidade para um olhar profundo sobre o papel e o lugar que as artes desempenham e ocupam no desenvolvimento das sociedades contemporâneas e em particular do país. “É igualmente uma forma de repensar e reaprender a teoria e prática das artes em diferentes contextos”. O ciclo de actividades, informou Augusto Paulo, serve ainda para avaliar o trabalho dos estudantes e o seu aproveitamento ao longo dos quatro anos de formação. “Pretendemos também com isso criar uma plataforma de fortalecimento das relações entre a instituição e os parceiros, nacionais e internacionais, como a Namíbia, República Democrática do Congo e Nigéria, assim como mostrar à sociedade a razão da existência do ISART, na elevação do nível cultural”.
O ISART, adiantou, tem como foco tornar acessível a compreensão do público sobre as artes visuais, plásticas e performativas, a dança, música e o teatro, “porque ainda existe um grande desconhecimento dos conceitos ligados às artes, nas suas diversas expressões artísticas, inclusive sobre os processos de concepção e leitura de uma obra de arte, ou a sua relação com o quotidiano”.
Com a colocação destes novos artistas na sociedade abre-se, no seu entender, a oportunidade de se criar um diálogo mais activo com a sociedade sobre a importância de um ensino artístico de nível superior, sobre os processos de construção de uma obra.
Para Augusto Paulo é fundamental que se comece a dissipar já todos os preconceitos sobre a arte e os artistas, e as apresentações públicas são uma das formas de interagir com a sociedade e as comunidades.

Espectáculos
O programa de actividades abre na próxima segunda-feira, dia 20, com a realização do encontro “(Re) Descobrir a Arte” e também com a realização da conferência “O ENSArte, responsabilidade social apresentação do encontro: Objectivos e metodologia”, a ter lugar no mesmo horário, na Academia BAI, sob orientação do Presidente do Conselho de Administração da ENSA, Manuel Gonçalves.
Além deste tema vai ser ainda discutido o “Estado da arte angolana”, que tem como prelectores Jorge Gumbe e Agnela Barros. No mesmo dia um outro tema, “Arte erudita e arte popular”, é debatido na Academia BAI sobre a orientação de Ana Clara Guerra Marques, Marissa Moorman e Francisco Van-Dúnem. No período da tarde do mesmo dia, mas desta vez no ISART, acontece uma residência artística.
Os espectáculos começam de manhã com os professores Armando Zibungana e Maitê Fernandez, seguindo-se o grupo coral de estudantes do curso de Música. No período da noite acontece o outro concerto do dia, em que a atracção são os estudantes de música do ISART.
No dia seguinte, 21, acontece a conferência “A universalidade do Teatro africano: O Teatro e as barreiras linguísticas”, sob orientação do professor Nzey Vanmussala, do Instituto Nacional das Artes de Kinshasa, RDC.
No mesmo dia são realizados dois outros painéis um sobre “Formação académica nas áreas da criação artística e da docência em Artes”, moderado por Jorge Gumbe, e “Arte e Intervenção”, orientado por Jomo Fortunato e Adriano Mixinge.
Dentro das actividades da efeméride está patente, desde o passado dia 8, no Museu Nacional de História Natural, a exposição “Paradigma ano zero”, da autoria dos licenciados em Artes Visuais. A mostra fica patente até o dia 16 do corrente mês.

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