Instituto Camões destaca mulheres


13 de Março, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro |

Maria Luísa Fançony é homenageada no programa cultural “A voz poética da mulher”, no próximo dia 15, a partir das 18h30, no Instituto Camões, em Luanda, no âmbito do “Março Mulher”.

A jornalista vai ser homenageada pelo seu grande profissionalismo e permanente sentido pedagógico, como uma das maiores figuras da rádio angolana, com um longo e notável percurso profissional de cinco décadas, refere um comunicado de imprensa do Instituto Camões.
O documento realça que durante actividade cultural vão ser destacados os feitos de Maria Luísa Fançony, como a “Grande Estrela da Rádio Angolana”, enquanto locutora, jornalista, produtora e directora, no exercício das suas funções.
A poesia tem acompanhado toda a sua vida, desde os tempos de escola, até chegar à rádio. “O sentido poético faz parte de uma rádio mais suave. Com a sua voz sublime não sabe declamar poesia, apenas gosta de ler poesia”, lê-se na nota.
Como radialista, granjeou o respeito e reconhecimento generalizado dos colegas e do público em geral, pelo rigor, profissionalismo, dedicação, dimensão humana, ética e moral, que sempre  aflorou  no seu trabalho.
A nota destaca que a mulher, a criança e a família foram, e continuam a ser, temas preferenciais da sua abordagem.
“Reencontrar África”, criado em 1977, na Rádio Nacional de Angola, e “Afrikhya”, foram os  dois programas mais marcantes da sua carreira, não só pela longevidade, como pelos respectivos conteúdos de divulgação da história e cultura africana. Inspirada num poema de Agostinho Neto, idealizou um programa “onde se sentisse o furor dos rios e cataratas, o brilho das estrelas e vozes dos intelectuais do continente africano”, sustenta o comunicado.    
Entre as suas qualidades, destaca a “extrema modéstia e humildade, que a fazem estar sempre receptiva a novas ideias, novos desafios e a uma permanente inovação. O seu grande profissionalismo e permanente sentido pedagógico marcaram nomes consagrados do jornalismo, como Luís Fernando, Ismael Mateus, Abílio Cambambe, José Rodrigues, Andeiro João, Paulino Bueco, Gilberto Júnior e Mateus Gonçalves, que privaram com ela e a recordam com gratidão e afecto, como Directora de Programas da Rádio Nacional”. A relação especial que sempre dedicou ao universo infanto-juvenil, particularmente no segmento musical, valeu-lhe a amizade de muitos e o reconhecimento geral. Alguns desses admiradores organizaram em 2014 a “Serenata Piô de Homenagem a Luísa Fançony”, que reuniu num concerto cantores infantis dos anos 80, como Maya Cool, Ângelo (Boss) Ramos, Gingas do Maculusso, Caboco, Victória Ferreira, Isidora Campos, Nicinha, Mena Ferreira, Zito Silva e Dinamene. Maria Luísa Fançony nasceu no Luau, na província do Moxico, em 1946. Licenciou-se em Psicologia da Educação e é membro da Direcção da Associação Angolana de Publicidade e Marketing. Considerada uma das maiores vozes de sempre da rádio angolana, trabalhou ao longo de 50 anos nas principais emissoras nacionais.

Destacada figura


No dia seguinte, o programa “A voz poética da mulher” vai homenagear à mesma hora e local a engenheira Albina Assis, uma importante figura pública que se tem destacado no percurso profissional, não só a nível do país, onde desempenhou funções da maior responsabilidade no Executivo, mas também por ter projectado a imagem de Angola nas Exposições Universais do Japão, Espanha, China, Coreia e Itália, como Comissária Geral.
Albina Assis nasceu em Março de 1945. Licenciou-se em Engenharia Química e fez uma pós graduação em Tecnologia da Refinação de Petróleos na Bélgica. Foi Ministra dos Petróleos, Ministra da Indústria, Presidente da Sonangol, Directora do Laboratório Nacional de Análises Químicas e Conselheira Especial do Presidente da República para os Assuntos Regionais.

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