Cultura

Isaquiel Cori lança romance no Camões

O escritor Isaquiel Cori lan-ça, hoje, às 18H30, o romance “Dias da Nossa Vida”, no auditório Pepetela do Camões-Centro Cultural Português, em Luanda.

Fotografia: DR

O livro, com 130 páginas, é apresentado por Hélder Simbad, publicação da Editora Acácias em parceria com o Camões-Centro Cultural Português.
Segundo uma nota de im-prensa, do Camões, a obra, dividida em 11 capítulos, é uma crítica social, narrada num estilo marcado pelo humor, ironia e sarcasmo.
A personagem central é Reinaldo Bartolomeu, chefe dos Serviços de Informação da República (SIR), numa província de Angola, não identificada, sendo originário de uma família que o próprio reconhece ser uma verdadeira “dinastia de bufos”.
Um dos seus antepassados fez parte do círculo de confiança da rainha Njinga Mbande. Alguns dos seus parentes mais notáveis faziam parte dos serviços secretos e outros estavam a trilhar o mesmo caminho, além de um bom emprego, era uma questão cultural incrustada no sangue.
O filho, Andrezindo, com apenas sete anos de idade, declara: “papá, quando eu crescer também quero ser bufo!” Ainda de acordo com a nota de imprensa, Reinaldo Bartolomeu, que gozava de total confiança profissional e pessoal do governador, Arlindo Seteko “Não Se Mete”, vê-se confrontado com uma difícil situação ligada à contestação de um grupo de estudantes universitários, liderados por Armindo Gasolina, disseminada nas redes sociais, numa luta renhida contra “a má governação, corrupção e pobreza extrema da maioria da população”.
Cada capítulo é precedi-do por um texto de reflexão, narrado na primeira pessoa, em que Isaquiel Cori chama “Cortina”, que funciona co-mo uma espécie de espaço de distanciamento em relação à narrativa.
O autor nasceu em Luanda em 1967. Cumpriu o serviço militar entre 1985 e 1991. Trabalhou como auxiliar de bibliotecário na Biblioteca Nacional. Fez o Curso Médio de Jornalismo no Instituto Médio de Economia de Luanda. Frequentou o Curso de História na Faculdade de Ciên-cias Sociais da Universidade Agostinho Neto.
Co-fundador dos jornais “ÉME” e “Cultura”, é membro da União dos Escritores Angolanos e, actualmente, editor no Jornal de Angola. Publicou “Sacudidos pelo Vento” (romance, 1994), distinguida Menção Honrosa do Prémio Sonangol de Literatura, “O Último Feiticeiro” (contos, 2003), “Pessoas com Quem falar”, em co-autoria com Aguinaldo Cristóvão e “O Último Recuo” (romance, 2010).

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