Cultura

João Tala em “Textualidades” no Memorial

A segunda edição do projecto literário “Textualidades - Conversas com os Leitores”, do Memorial Dr. António Agostinho Neto, realiza-se na sexta-feira, às 16h00, com o escritor e poeta João Tala, médico de profissão.

O acesso à actividade é livre, e de acordo com o programa, após a apresentação da biografia de João Tala, segue a conversa com os leitores sobre o projecto literário do autor e do percurso e aspectos ligados à literatura.
João Tala, membro da União dos Escritores Angolanos (UEA), iniciou a actividade literária na cidade do Huam-bo, tendo sido co-fundador da Brigada Jovem de Literatura Alda Lara, e na mesma cidade ingressa na Faculdade de Medicina.
Autor de dez obras, entre as quais sete livros de poesia e três obras de ficção, João Tala nasceu em Malanje a 19 de Dezembro de 1959.  Es-treou-se com “A forma dos desejos” (1997), prémio Primeiro Livro da União dos Escritores, em 1997, e primeiro lugar dos Jogos Florais do Caxinde, em 1999.
É, também, autor de “O gosto da semente” (2000), Menção Honrosa do prémio literário Sagrada Esperança, edição 2000, “Chão e corpo de Líricas” (2000), “A forma dos desejos II”, (2003), “Lugar assim” e “Os dias e os tumultos” (2004), “Forno feminino” (2010). 
Em 2004, foi premiado com o Grande Prémio de Ficção, da UEA, com o livro de contos “Os Dias e os Tumultos”, e no ano seguinte ga-nhou o Grande Prémio de Poesia, da UEA, com a obra “A vitória é uma Ilusão de Filósofos e de Loucos”.
O escritor João Maimona considera João Tala  uma das mais importantes revelações da década de 1990. “Uma voz que nos deixa um aviso de que a poesia angolana é uma paisagem com diversidade e infinidade de caminho”.  Maimona acrescenta: “João Tala faz parte da comunidade de jovens autores que, no limiar da década de 1980, procuravam, com rigor, pesquisa e talento, seleccionar, agrupar e combinar palavras que pudessem servir a arte através da literatura.”
Na opinião do poeta  José Luís Mendonça, João Tala é uma vocação poética a irromper no universo das letras angolanas com soberania inerente aos grandes criadores.
“Textualidades - Conversas com os Leitores” teve início em Fevereiro, com  Bendinho Freitas. Trata-se de um espaço de tertúlia, e visa motivar a aparição de novos actores no processo de comunicação literária, onde os autores desmitificam a sua imagem perante os que querem saber mais sobre o percurso literário, conteúdo das obras e processo criativo.

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