Jorge Pardo e o seu jazz fecha festa


31 de Outubro, 2014

Fotografia: Divulgação |

A combinação de “paixão” e “improvisação” do Jorge Pardo Trio encerrou o Festival de Flamenco de Lisboa, que desde Março ofereceu actuações, exposições e degustações relacionadas com este género musical.

"O flamenco fala ao coração, fala à alma e em todos os cantos do mundo há pessoas receptivas e recebem-no como se fosse o seu”, declarou à Efe o saxofonista Jorge Pardo (Madrid, 1956), que foi acompanhado no palco do teatro São Luiz de Lisboa por Josemi Carmona (guitarra) e José Manuel Ruiz Motos “Bandolero” (percussão).
Pardo, premiado em 2013 como Melhor Músico Europeu de Jazz pela Academia Francesa de Jazz, indagou no seu processo criativo e reconheceu que mergulhar no género do jazz foi possível graças ao flamenco, camaleónica linguagem que consegue adaptar-se a outras disciplinas musicais.
Para o artista, o recital foi, em todo caso, “atípico” em relação aos cânones do género pelo uso de instrumentos de sopro como o saxofone.
Ressaltou ainda que a sua música combina a paixão que injecta o flamenco com a improvisação que brinda o jazz.
Este tipo de flamenco fusão levou Pardo a vários continentes no último ano e meio - a sua próxima paragem vai ser Paris num concerto com Pepe Habichuela -, um périplo no qual, apesar do fosso cultural, encontrou empatia entre o público.
Dono de uma sólida carreira na qual trabalhou com professores do género flamenco como Paco de Lucía ou Camarón de la Isla, ao saxofonista cativou-lhe especialmente o jazz, embora também lhe tenham influenciado outras correntes como o rock elaborado de Led Zeppelin ou Jimi Hendrix.
“Apaixonei-me pelo sentido de liberdade”, opinou o intérprete, que também não se esquece do “compromisso social” que contém este género popularizado nos Estados Unidos durante o século XX.
O concerto de Jorge Pardo Trio põe o ponto final à sétima edição do Festival de Flamenco de Lisboa, que teve em Maio outro dos seus pontos altos com a actuação de Farruquito, que trouxe a Lisboa “Improvisão”.
A exposição fotográfica “Flamencuras”, de Diego Gallardo López, uma sessão de cozinha mediterrânica que inclui a actuação da bailaora flamenca Isabel Rodríguez (Barcelona, 1987), assim como conferências sobre o género completaram esta última edição do certame.

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