Cultura

Jorge Rosa regressa à Trienal de Luanda

Roque Silva |

O cantor Jorge Rosa realiza, hoje, às 20h00, no Palácio de Ferro, em Luanda, um concerto musical inserido na III Trienal de Luanda, projecto artístico-cultural da Fundação Sindika Dokolo, que decorre sob lema “Da utopia à realidade”.

Cantor volta esta noite a cantar no palco do Palácio de Ferro temas do álbum “Axiluanda”
Fotografia: Eduardo Pedro | Edições Novembro

O espectáculo tem a duração de uma hora, durante a qual o músico, que se faz acompanhar do seu violão, faz uma incursão ao seu disco “Axiluanda”, assente no semba e em estilos de música alternativa, cantado sobretudo na língua quimbundo.
A performance do músico, que regressa à Trienal de Luanda depois das passagens a 26 de Março, 20 de Maio e 28 de Agosto do ano passado, acontece no palco Ngola, onde o público tem à sua disposição um repertório em que constam os temas “Ngexile mu tunda ku Sambila”, “Kalumba”, “Mahinga mami”, “Kalumba”, “Makixe”, “Lumoxi”, “Nga njibidisa”, “Nini ndigi tuandala” e “Axiluanda”.
As duas última músicas são originas de Ilda e Sofia Rosa, por isso se considera que Jorge Rosa procura transmitir ao país o legado da sua linhagem cultural uma vez que é sobrinho das duas referências da música angolana acima citadas.
O concerto tem o suporte instrumental dos músicos  Boto Trindade (guitarra solo), Chico Santos (percussão), Hugo Macedo (teclado), Mias Galheta (guitarra baixo), Ivan Campilo (bateria) e Yasmane Santos (percussão).
O guitarrista e intérprete aproveita a ocasião para cantar algumas músicas que vão fazer parte do seu segundo disco de originais, cujos títulos e géneros preferiu manter no anonimato, que se encontra em fase de produção e conta com a colaboração de Betinho Feijó, Galiano Neto, Hélio Cruz e outros instrumentistas nacionais e internacionais. Jorge Rosa começou a despontar nos bares de Luanda e de Lisboa, interpretando músicas de Sofia Rosa, Ilda Rosa, Artur Nunes, André Mingas e Urbano de Castro, assim como temas da Música Popular Brasileira (MPB), jazz e reggae.
O seu disco “Axiluanda”, lançado em 2014, é uma homenagem aos filhos de Luanda. O artista participou na II Trienal de Luanda, em 2010, na Bienal Internacional de Poesia de Luanda, em 2012, e a 18 de Junho de 2016 actuou na Sala Passos Manuel da Cidade do Porto, no Projecto Ressonância Magnética, todos os projectos desenvolvidos pela Fundação Sindika Dokolo.

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