Cultura

Jovens criadores mostram talento na Bienal da CPLP

Manuel Albano

Um total de 200 jovens participa de 24 a 28 deste mês, no Museu de História Militar, em Luanda, na IX Bienal dos Criadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A Bienal é um espaço de diálogo, intercâmbio multicultural e artístico da lusofonia
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Marcado pelo espírito de partilha, o génio criador dos representantes dos nove países da comunidade lusófona, vai estar em evidência com exibições de peças que compõem o acervo cultural dos povos, nas diferentes modalidades artísticas.
O porta-voz da Bienal da CPLP, Kikas Machado, em declarações ao Jornal de Angola, destacou a importância do evento por contribuir para o reforço do processo de integração da juventude, aproximação, intercâmbio e debate entre as diferentes identidades culturais e artísticas.
Por ser bastante congregadora, disse, a Bienal constitui um espaço de debate e de reflexão sobre as criações artísticas e culturais dos jovens da comunidade com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, onde se partilha vivências nas diversas esferas da vida política, económica e social, a razão de 20 participantes por cada país.
Afirmou que, além das exposições artísticas e culturais, nas diferentes modalidades, estão previstas conferências, visitas a locais históricos, bem como intervenções urbanas com grafitis e dança de rua. “Orgulhamo-nos de estar a realizar a IX Bienal, um evento que congrega jovens. Para nós, é uma grande oportunidade para divulgarmos mais a nossa cultura junto dos jovens da comunidade e possibilitar a demonstração do génio criador dos jovens”, assegurou o porta-voz.
Kikas Machado disse, igualmente, ser uma “oportunidade de saber mais sobre a cultura e os jovens dos países membros, participando das actividades da Bienal, interagindo com as pessoas que se devem fazer presentes.”
Realizada de dois em dois anos, desde 1998, a Bienal de Jovens Criadores da CPLP é um espaço de referência para diálogo e intercâmbio multicultural e artístico entre jovens e instituições dos países membros da comunidade lusófona.
Até agora, garantiu o porta-voz da Bienal, não há confirmação de nenhuma desistência por parte dos países membros, razão pela qual estão criadas as condições para a recepção das delegações. “Envolvemos as associações juvenis ligadas às mais variadas manifestações artísticas em todo o país para, junto deles, indicaram os seus próprios participantes.”
O Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), assegurou, tem orientações para facilitar os vistos de entrada das delegações dos Estados membros, a partir do Aeroporto de Luanda. “É uma forma encontrada no sentido de se poder ter o maior número de jovens criadores dos mais variados países da lusofonia a traçaram experiências nas diferentes modalidades artísticas”, ressaltou.
Com entradas livres, a partir do segundo dia, de acordo com o porta-voz, espera-se a visita diariamente de entre 400 e 600 pessoas a título individual ou colectivo.

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