Júri penalizou colectivos de arte

Roque Silva |
14 de Setembro, 2016

Fotografia: DR

O júri do Prémio de Teatro Kilamba não atribuiu prémios aos grupos que participaram na primeira edição do festival, alegando incumprimento do regulamento definido pela organização.

O festival encerrou no domingo, na Liga Africana, em Luanda, e, de acordo com o júri, os grupos concorrentes não mereceram qualquer troféu, porque os seus espectáculos demonstraram falta de qualidade e de temas musicais não originais.
A acta do júri a que o Jornal de Angola teve acesso no final refere que entre as falhas cometidas por alguns grupos constam o plágio cénico em alguns casos e a ausência de um estudo aprofundado da real figura de Neto.
Para o júri, a falta de entendimento do objectivo do festival, de amadurecimento artístico e técnico ditaram a punição aos colectivos, motivo pelo qual não foram distinguidos o primeiro, segundo e terceiro classificados.
“O teatro é um conjunto de expressões artísticas que nos brinda com um feito criativo e único”, explica o júri na nota, acrescentando que a ausência desses requisitos os levou a não atribuir prémios à categoria colectiva (grupo) por unanimidade.

Individuais


O júri do festival decidiu ainda atribuir menções honrosas aos colectivos de teatro Horizonte Ngola Kiluanje, Amor à Arte, Desejados da Kianda, Ndanji Teatro, Promarte e Tu Ginguenji, devido à sua actuação, esforço e dedicação.
 O prémio para o melhor actor foi entregue a Vicente Kudihaluca, do grupo Horizonte Ngola Kiluanje, pela sua performance na interpretação da personagem da peça “Os discursos de Neto”. A escolha, justificou o júri, foi feita devido ao seu processo de construção da figura de Agostinho Neto. Helen Pascoal, do grupo de teatro Amor à Arte, foi eleita a melhor actriz, pela sua criatividade, interpretação, técnica vocal e corporal, na representação do espectáculo “O verdadeiro Sangue”.
Marisa Júlio, do grupo Amor à Arte, e Tomalunda Pedro, do Ndanji Teatro, repartiram o prémio de melhor encenador, pela criatividade das soluções cénicas e coordenação dos elementos técnicos em cena.
O prémio de teatro Kilamba é uma iniciativa da produtora Cena Livre, em parceira com a Fundação António Agostinho Neto, para celebrar o Dia do Herói Nacional.

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