Justiça de Los Angeles nega pôr fim à acusação


28 de Dezembro, 2014

Fotografia: Divulgação

Um juiz de Los Angeles recusou uma oferta de advogados de Roman Polanski para encerrar o caso de abuso sexual infantil de 1977 contra o realizador vencedor do Óscar, disse um porta-voz do tribunal.

A decisão do juiz da suprema corte de Los Angeles, James Brandlin, é a mais recente derrota do cineasta ao tentar ter o caso encerrado sem ter que retornar aos Estados Unidos.
Os advogados de Polanski apresentaram documentos judiciais, na semana passada, numa tentativa de acabar com o caso, pelo menos em parte, para permitir que o vencedor do prémio de melhor realizador, com o filme “O Pianista”, pudesse viajar livremente sem a ameaça de extradição.
Brandlin negou o pedido numa decisão de nove páginas, disse um porta-voz do tribunal.
Os advogados do realizador lutaram durante anos para ter o caso encerrado com reivindicações de que Polanski foi vítima de má conduta judicial e dos procuradores. Os tribunais têm decidido que eles não podem resolver o problema, a menos que Polanski retorne à Califórnia.
Polanski, de 81 anos, foi acusado em 1977 de estuprar uma menina de 13 anos, em Los Angeles, depois de lhe ter oferecido champanhe e drogas. Ele declarou-se culpado de ter relações sexuais ilegais com uma menor. O realizador de filmes como “O Bebé de Rosemary” e “Chinatown” fugiu para a França antes da sentença, temendo que o juiz impusesse mais tempo de prisão do que os 42 dias que tinha passado atrás das grades para uma avaliação psiquiátrica.
Os advogados do realizador, nascido em França, argumentaram que ele cumpriu a pena e que não precisa de estar presente no tribunal para que o caso seja encerrado oficialmente. Há um mandado de prisão contra Polanski nos Estados Unidos.

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