Cultura

Kandimba homenageia guitarrista Dulce Trindade

O músico e instrumentista Dulce Trindade é homenageado hoje pela sua contribuição no desenvolvimento da música popular urbana angolana, numa iniciativa da administração do Centro Cultura e Recreativo Kandimba, no bairro Terra Nova, em Luanda.

Contributo de Dulce Trindade é motivo de reconhecimento
Fotografia: Paulino Damião|Edições Novembro

De acordo com o músico, que falava à Angop, a actividade vai contar com a participação dos artistas Prado Paím, Buarque e São Lourdes, com o suporte instrumental da Orquestra Mizangala - DT, fundada por Dulce Trindade.
 O também produtor musical admitiu que durante a homenagem, que coincide com o dia do seu sexagésimo primeiro aniversário, vai interpretar algumas canções de sua autoria.Sebastião Manuel Trindade Júnior, nasceu em Luanda, no dia 19 de Novembro de 1956.A intensa musicalidade do ambiente onde cresceu propiciou a formação de uma personalidade artística, que vem privilegiando e enaltecendo os ritmos de matriz angolana.
 Iniciado na percussão, Dulce Trindade acabou por aprender os primeiros acordes de guitarra com o tio Toneco Jorge, em 1969, e aperfeiçoou o contacto com as cordas, auxiliado pelo guitarrista Brando Cunha. A curiosidade, aliada ao ardente desejo de aprender, levaram-no a integrar, a convite do percussionista São Pedro, o conjunto Mini Ginga e depois o Mini Bossa 70, pela mão do baixista Carlos Timóteo, em 1971.    Em 1974, fez parte do conjunto Ndimba Ngola, com Brando Cunha e Zecax, onde encontra Manecas (dikanza), Zé Eduardo (baixo) e António Gonga (congas). Vivia-se o dealbar da Independência Nacional e, em 1974, na condição de viola ritmo, passou pelo conjunto FAPLA-Povo, em 1975, que integrava David Zé, como director, Urbano de Castro e Artur Nunes (vocais), Babulo (bateria), Botto Trindade (guitarra solo), Carlos Timóteo (viola baixo) e Habana Maior (congas).

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