Cultura

Katya dos Santos lança no Camões “Pedaços da História”

“Pedaços da Historia” é o título do livro de Katya dos Santos a ser lançado no próximo dia 5 de Fevereiro, às 18h30, no Camões - Centro Cultural Português em Luanda, com a chancela da editora Acácias.

Segundo livro da autora é apresentado na terça-feira
Fotografia: DR

O livro junta 40 depoimentos de cidadãos anónimos, de idade avançada, provenientes de várias províncias, na maioria acolhidos no Beiral em Luanda. Na primeira pessoa, falam das suas histórias de vida e infortúnio, viajando pela narrativa recente de Angola. Dramas, desespero, guerra e morte marcam as suas memórias sofridas.
Segundo a  autora, a necessidade de vida nos olhos cansados e radiantes de quem já muito plantou e colheu, junto com o pouco tempo que lhes resta e a extrema vontade de viver, é um contraste paradoxal e impactante diante daqueles que perdem o foco da urgência de existir simples e plenamente.
“Somos maioritariamente tão exagerados na nossa insatisfação, orgulhosos e egoístas, que desfocamos a retina do essencialmente simples para focarmos nas fantásticas buscas ilusórias do dia-a-dia”, realçou a autora.
“Foi ouvindo pedaços dessas histórias que mudei o ângulo da história da minha própria vida. No decorrer destes dias, petisquei o contraste do factor tempo e vida e saboreei da sinceridade inevitável no rosto envelhecido dessas pessoas vividas para assim consagrar a magia contida nestas páginas”, disse a poetisa e declamadora.
Katya dos Santos enumerou alguns depoimentos de carácter importante, como “As pessoas morriam mesmo como se fossem cães. A guerra aqui dentro choveu com muita força, mas isso era entre nós, porque os portugueses na independência não fizeram mais confusão”, do cidadão Valentim Ribeiro, de 73 anos de idade, natural  de Malanje.
Katya Santos é poetisa, declamadora e fotógrafa, membro do Movimento Lev’Arte,  desde 2008. Autora da obra de poesia “Incertezas”, em 2017 participou na primeira Antologia Poética escrita por 17 mulheres, intitulada “O Canto da Kianda”.

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