Kenneth Branagh renova "Cinderela"


19 de Fevereiro, 2015

O Festival de Berlim recebeu de braços abertos o clássico conto de fadas “Cinderela”, 65 anos depois da versão de Walt Disney, renovada por Kenneth Branagh e com um impressionante elenco de carne e osso.

“Cinderela” venceu o Urso de Ouro de melhor musical na primeira edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, em 1951, mas na época a nova produção da Disney, incluída na secção oficial, não concorria aos prémios.
Isso não impediu que desembarcassem na capital alemã todos os seus protagonistas, liderados por Branagh, Lily James (Cinderela), Cate Blanchett (a madrasta), Helena Bonham Carter (a fada madrinha) e Richard Madden (o príncipe).
“Era velha demais para ser Cinderela e não divertida o suficiente para ser a fada madrinha”, brincou a actriz Cate Blanchett, indiscutível estrela do filme, na conferência de imprensa de apresentação.
Com alguns retoques em relação à história original e um figurino fabuloso, a “Cinderela” de Branagh recupera para o grande público a essência deste conto de amor e esperança, com toques de humor e caprichosos efeitos especiais ao estilo Disney.
Branagh elogiou o “excelente argumento” de Chris Weitz e ressaltou o desafio de “renovar” uma história de grandes sentimentos e emoções sem cair no sentimentalismo, reflectindo desde a crueldade entre as mulheres ao direito de uma pessoa ao amor.
A história, além de pequenas inovações, segue o relato clássico de uma jovem, Ella, que é feliz até à morte da sua mãe e o seu pai se casar de novo, pouco antes de morrer.
Começa assim o tormento da sua vida sob as ordens da sua madrasta e as suas meio-irmãs Anastasia (Holliday Grainger) e Drisella (Sophie McShera), até que tudo muda com a aparição da sua fada madrinha e do seu príncipe encantado, que cumprem a profecia da sua mãe e a doce mensagem do filme: tudo se pode conseguir com “coragem e amabilidade”.
Podia ter sido a história de amor que todos conhecemos, mas “não há nada bidimensional” no filme graças ao talento de Branagh e ao trabalho dos actores, disse Bonham Carter, que interpreta uma divertida fada primeiro mendiga e depois princesa, carregada de luzes.
E graças também ao argumento e aos diálogos, lembrou Blanchett, desfrutando do seu papel de pérfida e malvada madrasta, cruel até com as suas adoradas e inúteis filhas e carcomida pelos ciúmes com a inocência e a bondade da sua enteada.
O Festival de Berlim foi um dos primeiros festivais para a actriz e nesta 65ª edição ela apresenta-se a dobrar, com “Cinderela” e “Knight of Cups”, filme de Terrence Malick, protagonizado por Christian Bale e Natalie Portman.

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