Kiezos recebem distinção no Lobito

Jesus Silva | Lobito
10 de Junho, 2015

O Movimento Nacional Espontâneo e a Casa Rosa e Promoções realizaram no domingo na cidade do Lobito, Benguela, um convívio cultural denominado “Caldo do Reencontro” para homenagear os 50 anos da fundação do agrupamento os Kiezos e o encerramento Gira-Bairro “Taça do Presidente”.

A actividade contou com a presença de oito artistas de Luanda, entre os quais Kituxi, Avozinho, Zeca Moreno, Belmiro Carlos e Julito da Vila, assim como os locais Tivené, Tchicila, António Franco, António Firmino, Tony Mendes e Mariane que foram acompanhados pelos Kiezos e a banda Cadete do Lobito. Durante a actividade foram comercializados CD e DVD de artistas angolanos com destaque para os Kiezos (“Kawalawala” e “Os Kiezos e Amigos”), Yuri da Cunha, Zeca Moreno, Bonga, Belmiro Carlos e Joaquim Viola.
Fundado em 1965, o agrupamento os Kiezos foi criado por jovens oriundos de famílias humildes já animaram e deram alegria a milhares de fãs no país e no estrangeiro.
De acordo um Avozinho, um dos fundadores, o conjunto continua a actuar regularmente com algumas com algumas caras novas por formas a que o seu legado não seja esquecido e transmitir a experiência as novas gerações. Ao longo do seu percurso, os Kiezos foram autores de músicas como “Milhorró”, “Comboio”, “Princesa Rita”, “Zá Boba”, “Monami”, “Jingololo”, “Tristezas não Pagam Dívidas”, temas que marcaram a vida dos angolanos nas décadas de 70 e 80.
O grupo teve como expoentes máximos o percussionista António Miguel da Silva (Kituxi), o vocalista Adolfo Coelho e o guitarrista Anselmo de Sousa Arcanjo (Marito).
Este último foi considerado um dos mais talentosos solistas do cancioneiro angolano dos anos 70 e 80, na mesma época em que pontificava ainda o guitarrista Zé Keno, dos Jovens do Prenda.

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