Cultura

Kifangondo recebe mais visitantes

Maiomona Artur | Cacuaco

O Marco Histórico de Kifangondo recebe, em média, três mil visitantes por semanas, informou, hoje, em Luanda, o director da instituição, Elísio Rodrigues, para quem este número significa um reconhecimento da importância cultural do local.

Monumento tem atraído centenas de jovens semanalmente
Fotografia: José Soares | Edições Novembro

Em grupo ou individualmente, os visitantes têm procurado saber mais sobre a história do local, que tem uma biblioteca, embora esta careça de acervos bibliográficos, mesmo com os doados pela Fundação Agostinho Neto. “Contactamos a Biblioteca Nacional para esta fornecer livros académicos, de forma que alguns visitantes, em especial os estudantes, possam efectuar as pesquisas com êxito”, disse. 

Porém apesar desta procura, Elísio Rodrigues disse estar também preocupado com a escassez de especialistas no Marco Histórico de Kifangondo, particularmente de guias capazes de falar várias línguas, devido os visitantes estrangeiros.
A instituição, adiantou, precisa ainda de especialistas em museologia, para a recolha de mais informações sobre uma das batalhas decisivas da guerra de libertação de Angola. Actualmente, disse, contam apenas com um antropólogo e dois historiadores. “Muitas das vezes temos de fazer pessoalmente o trabalho de pesquisa das fontes escritas e orais”, contou, acrescentando que querem fazer uma pesquisa junto das representações diplomáticas do Congo Democrático e de Cuba para enriquecer o acervo.
A última visita que receberam, destacou, foi a dos alunos do Complexo Privado 25 de Maio, do Distrito Urbano do Kimakieza, e foi realizada no âmbito das festividades do 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional, celebrado ontem, por todo o país.
Além dessas visitas em datas especiais, a direcção do Marco Histórico de Kifangondo tem feito convites para algumas escolas, igrejas e quartéis, sedeados no município de Cacuaco, conhecerem esse local histórico. A realização de actividades recreativas e culturais também tem ajudado a difundir mais o espaço, porém é preciso maior divulgação. “Ainda existem pessoas que desconhecem a existência deste espaço”.
O secretário do Complexo Privado 25 de Maio, António Miguel, incentivou, na ocasião, as demais escolas a levarem os alunos a conhecerem os locais históricos do país. “É uma forma de os educar e incutir, desde cedo, bons hábitos neles”, disse.

História

Em Kifangondo, ponto de encontro das grandes estradas do Norte, que dista a cerca de 18 quilómetros da cidade de Luanda, desenrolou-se uma das mais violentas e decisivas batalhas da guerra de libertação nacional.

No local, foi estabelecida a linha de contenção das forças invasoras que progrediam aceleradamente desde a fronteira Norte, para impedir que, a 11 de Novembro de 1975, o MPLA proclamasse a independência nacional.
Em honra aos combatentes tombados, foi erguido, no local, o Monumento Histórico de Kifangondo, cuja primeira pedra foi lançada a 24 de Marco de 1977 pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, e o de Cuba, Fidel de Castro.

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