Cultura

Kudurista Flor de Raiz detida por simular rapto

A cantora de kuduro Flor da Raiz foi detida, sexta-feira, em Luanda, por agentes do Serviço de Investigação Criminal ( SIC), por ter simulado o próprio rapto.

Flor de Raiz simulou rapto exigindo dois milhões de kwanzas
Fotografia: Edições Novembro

De acordo com a agência Angop, os falsos sequestradores exigiam um resgate na ordem de dois milhões de kwanzas. Um comunicado do Gabinete de Comunicação Institucional e Im-
prensa da Delegação Provincial do Ministério do  Interior (MININT) a que a Angop teve acesso afirma que a kudurista ligou para o seu agente, Tony Vitara, a dizer que fora raptada e estava sob poder de marginais.
Para a restituição da sua liberdade teriam de pagar o  referido valor. Por esta razão, as autoridades policiais apelam às pessoas que se abstenham de comportamentos desviantes e socialmente reprováveis, bem como de actos de criminalidade puníveis, e reiteram o firme compromisso de continuar a garantir a ordem e tranquilidade pública. A artista, que usou as redes sociais por meio do seu colega Pai Profeta, afirma ter sido “uma brincadeira de mau gosto.” Flor de Raiz é uma artista que tem estado envolvida em constantes polémicas nas redes sociais.

Processo-crime
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda encaminhou, ontem, para o Ministério Público (MP), o processo-crime contra Flor de Raiz. A kudurista foi detida de forma preventiva para averiguação, segundo o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Delegação Provincial do Ministério do Interior. Mateus Rodrigues informou que, apesar de o processo ter dado entrada no MP, a artista poder ser posta em liberdade, porque o crime de simulação de rapto “não está tipificado” no Código Penal de Angola.
O jurista Garcia Mabanza referiu que noutros países esta infracção é punível com uma moldura penal de três meses a um ano, que se pode converter em multa.
Em Outubro do ano passado, a kudurista lançou “Peixinho”, no blog Ditox Produções.

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