Kulonga estreia peça Njinga Mbande

Manuel Albano |
17 de Agosto, 2016

O grupo de teatro Kulonga estreia, nesta sexta-feira, na Liga Africana, às 20h00, a peça “Njinga Mbande (Mitos e Verdades)”, com o objectivo de enaltecer uma das mais importantes figuras da História de Angola.

A peça de natureza histórica, que volta a ser exibida no sábado e domingo, a mesma hora e local, aborda o longo conflito entre portugueses e angolanos no início da colonização, assente na preservação e divulgação das raízes culturais do país.
A descoberta de vários acontecimentos ligados a Njinga Mbande, que viveu de 1581 a 1663, e é um símbolo da resistência à ocupação do território angolano por portugueses é o enfoque principal da peça, inspirada no romance do escritor Jonh Bella.
A peça, de acordo com a sinopse, é o retrato artístico das várias etapas pelas quais passou a filha de Ngola kiluange Kya Samba, até atingir o trono que a muito lhe estava destinado.
Através do jogos de palavras, a peça adaptada e encenado por Afonso Dinis “Amankwah” que disse ontem ao Jornal de Angola, com a produção deste espectáculo procura elaborar uma história cuja linguagem não assenta numa abordagem profunda dos factos envoltos a vida de Njinga Mbande, recorrendo a vários recursos estilísticos, artísticos e estéticos.
O grupo escolheu como as personagens principais Lecticia Kambovo, Melhor Actriz do Festival de Ubá, em Minas Gerais, Brasil, e João Paulo Eleveny, estudante do curso de teatro, no Instituto Superior de Artes (ISARTES). Depois das exibições na cidade de Luanda, a obra é exibida, em Setembro, no Cuanza- Norte, Uíge e Bengo. “Pretendemos também explorar no teatro histórias de outras figuras emblemáticas que fazem parte do mosaico cultural angolano”.
A exibição da peça, disse, está inserida na I edição da “Montra Teatral Kulonga”, em alusão ao 18º aniversário do grupo. Afonso Dinis foi considerado, em 2012, o melhor actor do Festival Internacional de Teatro do Cazenga. O grupo de teatro Kulonga tem no seu reportório entre outras a peças “Luanda que Anda”, “A Fénix Renascida”, “A Fome de 1947”, “Fofoca de Comadres”, “A Culatra Saiu Pelo Tiro”, “Génesis” e “Obrigado Mãe”.

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