Lançado concurso ''CPLP Audiovisual''

Francisco Pedro |
8 de Agosto, 2015

Fotografia: Domingos Cadência

Os ministérios da Cultura e da Comunicação Social procederam, quinta-feira, no Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), em Luanda, ao lançamento da segunda edição do programa “CPLP Audiovisual”, promovido pela Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O programa integra concursos para a produção de documentário e ficção, denominados “DOCTV” e “FICTV”, respectivamente, aberto aos cidadãos nacionais, cujas candidaturas podem ser formalizadas na Internet através do site “http://www.cplp.or”, até ao dia 31 de Outubro.
O programa, que visa apoiar a produção e divulgação de ficção e de documentários de 52 minutos cada, em todos os países membros da CPLP, é extensivo a todas as pessoas interessadas em apresentar um projecto audiovisual.
  Amália Martins, representante do secretariado executivo da CPLP, disse que o programa visa a comercialização de produtos audiovisuais, favorecer a circulação em diferentes mercados, além da produção.
“O vigésimo aniversário da CPLP, a assinalar-se em 2016, bem como os 40 anos das independências nacionais,  são um marco para que todas as partes envolventes  possam aderir a este programa”, disse Amália Martins, ao explicar os objectivos da segunda edição, resultado da última reunião dos ministro da Cultura, realizada no ano passado em Moçambique, onde foi recomendado a promoção do conhecimento no espaço da CPLP.
Durante o encontro com os profissionais e amantes do cinema, testemunhado pelo director Nacional da Comunicação Social, Rui Vasco, o coordenador-geral do Pólo Nacional, Pedro Ramalho, informou que nesta edição as participações não se restringem profissionais, “aceitamos projectos de escritores, jornalistas, estudantes de arte, fazedores de teatro, e outros criadores, que podem concorrer com mais de um projecto inédito”.
Sobre os temas, o coordenador-geral referiu serem livres, não há nenhuma temática, embora inicialmente houvesse a ideia de se limitar nos 40 anos das independências nacionais.
“Não há uma temática definida. Afastamos a sugestão à volta dos 40 anos das independências para evitarmos tendências e polémicas políticas ou partidárias”, explicou Pedro Ramalhoso, tendo apelado aos candidatos para apresentarem projectos que revelem mais a vida contemporânea. Para a produção de documentário, são entregues 50 mil euros, enquanto a produção de ficção está avaliada em 150 mil euros. Além disso, o programa contempla também a categoria “Nossa Língua”, para a difusão de documentários já produzidos, de 52 minutos, e que reflectem problemas particulares da língua (português) em cada um dos Estados membros.
Segundo Pedro Ramalhoso, os vencedores de todos os países vão participar, no Brasil, numa oficina para obterem orientações técnicas e artísticas que devem ser aplicadas no projecto seleccionado, entre os quais o equipamento a ser utilizado.
A exibição de todos os filmes, resultantes do programa, é assegurada pela cadeias de televisão dos nove países da CPLP, além da difusão em festivais. 
O administrador executivo da Televisão Pública de Angola (TPA), Vítor Fernandes, garantiu que o arquivo daquela estação televisiva está à disposição dos que forem seleccionados, pois disse que se trata de uma oportunidade muito interessante para o país, uma vez que os realizadores enfrentam inúmeras dificuldades quer para produção quer para difusão dos seus trabalhos.
“Nós achamos que as obras que vão resultar do ‘CPLP Audiovisual’ vão enriquecer a oferta da programação da TPA, permitindo que haja mais quantidade e qualidade”.

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