Cultura

Laureados recebem diplomas de mérito

Mário Cohen |

Os laureados do Prémio Nacional de Cultura e Artes edição 2017, excepto o artista Horácio Dá Mesquita, vencedor na categoria de Artes Visuais e Plásticas, receberam na noite de quinta-feira, no cine Tropical, em Luanda, os seus respectivos troféus e Diploma de Mérito, numa gala prestigiada pela presença do ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso.

Vencedores do prémio na foto de família com Frederico Cardoso e Carolina Cerqueira
Fotografia: Mota Ambrósio | Edições Novembro

Num ambiente de verdadeira festa, os laureados, convidados e ilustres figuras governamentais foram brindados com temas musicais nas vozes de Yola Semedo, Legalize, Anabela Aya, Carlos Lamartine (vencedor na categoria de Música), do saxofonista Nanuto, dos grupos de canto coral do Cearte e Ballet Njinga Mbande, assim como do violinista Frank de Abreu, que interpretou, entre outros, os clássicos “Muxima” e “Belita”.
Primeira a subir ao palco foi a Anabela Aya, interpretando os temas “Kauameleli” e “Teu nome é um” (música da autoria de Jomo Fortunato vencedora do Prémio da Canção de LAC 2017). A actuação da cantora foi precedida da subida ao palco do saxofonista Nanuto, que interpretou “Negra de carapinha dura”, da autoria de Teta Lando, e “Luande”, com suporte da Banda Movimento.
Legalize foi o terceiro cantor a mostrar seu talento em palco, cantando os temas  “Belina”, de Artur Nunes, “Semba Lecalu”, de Urbano de Castro, e “Kuala Kituxi”, de David Zé.
A rainha do carnaval angolano, Yola Semedo, também marcou presença na gala  cantando um dos seus maiores sucessos de carreira “Você me abana”, canção que faz parte do seu último CD “Filho Meu”.
À margem da cerimónia, a ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, considerou que o Prémio Nacional de Cultura e Artes é um reconhecimento do Executivo, através do departamento ministerial que dirige, às figuras que se destacam num determinado período, em prol do desenvolvimento da cultura nacional.
Carolina Cerqueira disse estar satisfeita com os vencedores da presente edição do prémio, pois como disse, a matriz cultural do país está representada e está aliada ao reconhecimento que “devemos dar às figuras que ao longo dos anos muito têm feito, não apenas para a educação das novas gerações, mas sobretudo para proteger a génese da nossa cultura e a dimensão da alma angolana a nível da cultura, da música, do teatro, da dança, das artes plásticas e da literatura”.
Ana Clara Guerra Marques, coreógrafa  da Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA), vencedora na disciplina de Dança, defende maior atenção de quem de direito ao seu grupo, fundado em 1976.  “Penso que já teríamos muitas gerações de profissionais angolanos, mas infelizmente não temos porque nunca olharam para aquela escola com a devida importância” disse Ana Clara Guerra Marques que considera a atribuição do prémio à CDCA uma distinção  merecida e as escolas da companhia vão continuar a desenvolver os seus trabalhos.
O director e encenador do grupo Protevida, distinguido na categoria de Teatro, disse que o prémio veio reconhecer todo um trabalho artístico que o colectivo de artes tem feito em prol das artes cénicas no país.
Para Osvaldo Moreira, o Prémio Nacional de Cultura e Artes não é o grande objectivo do grupo, é apenas um degrau daquela que é a grande intenção que o grupo tem para o teatro, tendo revelado que o grande objectivo do Protevida é fazer carreira com o teatro e, para tal, é necessário que o grupo tenha independência financeira. “Com a independência os actores vão poder viver de forma profissional com o teatro. Essa é a meta do grupo Protevida”.
A representante  do comité das Festividades da Nossa Senhora do Monte, vencedora na categoria de Festividades culturais populares, disse que este prémio vai ajudar muito na realização das festas da cidade da Huíla edição 2018, que é a 31.ª edição.
Teresa da Trindade disse que, nas próximas festas, vão ser mais organizadas porque as festividades da Nossa Senhora do Monte acarretam gastos avultados por se realizarem durante 30 dias. “Com o prémio, temos condições para melhorar as próximas edições e também garantir melhor acomodação aos visitantes”, disse.

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