Legalize prepara novo disco de originais

Roque Silva |
17 de Julho, 2015

Fotografia: Paulino Damião

O músico Legalize apresenta ainda este ano o terceiro álbum individual de originais, quebrando o jejum de quatro anos após a edição de “Mulundu”.

O LP está actualmente em fase de masterização em Portugal, depois de ter sido gravado em Luanda.
O músico, que preferiu manter ainda o título do disco em segredo, informou que o CD tem 11 faixas, nos géneros semba, kizomba e rumba, cujos temas narram factos reais, como a pedofilia, o oportunismo e fazem também homenagem aos professores e a mulher africana, sobretudo a angolana.
“Canto sobre os aspectos sociais que tentam levar a discussão sobre a justiça social e dedico músicas aos professores do ensino primário, pela responsabilidade que tiveram na educação das crianças e jovens da minha geração”, explicou.
Legalize lamentou não ter incluído no repertório deste CD temas do género reggae, um dos ritmos que influenciou a sua carreira e é patente na sua discografia. “Apesar disso ainda me identifico como artista de reggae”.
O disco tem as participações vocais de Virgílio Fire, Fiel Didi, Gigi e Beth Tavira, e instrumental de Joãozinho Morgado, Zé Mueleputo, Quintino, Abana Maior, Correia, Mias Galheta, Pitchú e Bix.
O músico foi a figura de cartaz da sétima edição do projecto “Quartas em Movimento”, realizado no Centro Cultural e Recreativo Kilamba, onde actuou com o acompanhamento da Banda Movimento e recorreu aos êxitos da década de 1960, 70, 80 e 90. No espectáculo interpretou dez temas, com destaque para as músicas “Rumba Nza Tukiné”, de David Zé, e “Malutão cara de cão”, “Gajajeira” e “Rosa Maria”, de Urbano de Castro.
O músico encerrou a sua participação com “Reggae da banda”, “Dread Looks”, “Pato fino”, “Bilingueiro”, “Festa de quintal” e “Ndengue da Banda”, todas de sua autoria, a pedido da plateia.
Augusto Chakaya, com “Desespero”, de Zecax, Lolito, que cantou “Tuamateca”, de Rei Valito, e Joaquim Benquela, interpretou “Cidade de Luanda”,  de sua autoria, também participaram nesta edição do projecto “Quartas em Movimento”.
Legalize começou a cantar no início de 1990, em Portugal, optando pelo género reggae.   Depois de três meses a solo, passou pelas  bandas Fan Kamba Raggae, Semba Raggae e Tropical Roots, fazendo concertos em Espanha e França. O músico fez curtas passagens pelas bandas Jovens do Prenda, Yetu e Mizangala DT.
 Lançou o primeiro disco “Deus Vive”, em 2003, tendo regressado oito anos mais tarde aos discos com “Mulundu”, o resultado de um longo período de pesquisa. O músico, que é considerado como o responsável por actualizar o sucesso de “Gajajeira”, de Urbano de Castro, é uma das vozes da nova geração mais convidadas para participar de colectâneas.

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