Literatura angolana mais divulgada


25 de Novembro, 2015

Fotografia: Mota Ambrósio

Um protocolo de cooperação e parceria no domínio da divulgação internacional e estudo da literatura angolana foi firmado este mês, em Braga, Portugal, pela União dos Escritores Angolanos (UEA) e o Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho (CEHUM).

O secretário-geral da União dos Escritores Angolanos, Carmo Neto, disse que a oferta simbólica à Biblioteca do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho, de 11 títulos de autores angolanos e sobre literatura angolana, todos editados pela União dos Escritores Angolanos, marca o início da parceria entre as duas instituições.
Após os protocolos celebrados com a Universidade Tre de Roma e com o Centro de Estudos Comparatistas (CEC) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a União dos Escritores Angolanos viu a circulação e estudo de obras de autores angolanos nas academias europeias a ganhar um novo fôlego no processo da sua maior divulgação e internacionalização.
Carmo Neto disse ainda que reconhece o valor do CEHUM pelo facto de a sua linha temática de literatura visar o entendimento do fenómeno literário no seu amplo âmbito, incluindo o seu papel sociocultural através da História e a sua interface com assuntos chave na sociedade contemporânea.
“Vimos aqui uma oportunidade, agora que o Centro está a iniciar novos projectos internacionais, com organização de conferências, colóquios e seminários, levando à sua rica biblioteca especializada em teoria da literatura, literatura comparada, línguas e literaturas obras de autores angolanos para a sua inserção e apreciação entre os académicos”, acrescentou.
Os livros entregues ao CEHUM, em Braga, na segunda quinzena de Novembro, no âmbito do quadragésimo aniversário da Independência Nacional e da União dos Escritores Angolanos, versam entre romance, literatura infantil, revistas sobre literatura e antologias poéticas e de contos. “Esperamos para breve um encontro para reforçarmos ou cimentarmos protocolos em respaldo aos objectivos definidos pelas nossas duas instituições, o que ajudará a materializar ainda mais a estratégia de internacionalização duma literatura angolana cada vez mais diversificada”, referiu Carmo Neto.
Para o director do centro, o professor universitário Carlos Mendes de Sousa, a oferta dos livros colmatou uma brecha a muito observada, relativamente à ausência de obras de autores angolanos. “Não é fácil encontrar livros e autores angolanos entre nós, exceptuando os tradicionais como Luandino Vieira e Pepetela. Ainda assim, nem todos os seus títulos. E mesmo quando queremos nem sempre sabemos onde os adquirir. Esta oferta é bem-vinda para os estudiosos do centro, e um protocolo com a União dos Escritores Angolanos beneficiará a todos”, concluiu Carlos Mendes de Sousa.

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