Literatura indiana homenageada em Cuba


21 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Reuters

A 24ª Feira Internacional do Livro de Cuba homenageou ontem a poesia e as canções do escritor indiano Rabindranath Tagore, que já foi Prémio Nobel de Literatura.

A feira, considerado o principal acontecimento literário em Cuba, tem este anocomo país convidado de honra a Índia, motivo pelo qual 13 editoriais dessa nação asiática apresentaram obras sobre vários temas.
O Instituto Cubano do Livro traduziu para espanhol 27 clássicos da literatura indiana, disponíveis a um preço simbólico para os cubanos, disse o secretário indiano de Estado para a Cultura.
O complexo cultural Morro-Cabaña, onde se realiza este a ano a feira, apresenta a partir de sábado duas colecções de obras do pintor mexicano Francisco Toledo e um conjunto de peças em homenagem à Índia da pintora e gravadora cubana Zaida do Rio.
Francisco Toledo é considerado dos maiores artistas vivos do México, cujas criações mostram grande apreço pela natureza, em particular pelos animais não associados à beleza, como morcegos, iguanas, sapos e insectos.
O artista mexicano inaugura também no sábado, na Biblioteca Nacional de Cuba José Martí, a mostra “O Lume de Kafka”, uma alusão ao autor de “Metamorfósis”, Octavio Ocampo.
A organização anunciou que durante a feira as obras de Octavio Ocampo servem de base para uma mostra de obras de jovens artistas em homenagem a um das personagens mais célebres da literatura universal, Alonso Quijano, mais conhecido por “D. Quixote da Mancha”.

Os livros

A presidente do comité organizador da feira, Zuleica Romay, disse que as editoras cubanas apresentam este ano dois mil títulos, para crianças e jovens, bem como mais de 800 mil mapas e passatempos didácticos. Entre os vários temas em debate este ano sobressaiu a morte de Ernesto Che Guevara. Michael Ratner e Michael Smith, dois investigadores norte-americanos, falaram o assunto a partir de documentos desclassificados pela CIA.
Após o debate, apresentaram o livro “Quem Matou Che?”, que reúne os resultados das investigações de ambos. Além deste título foi também apresentado um outro sobre o precursor da reportagem literária em Cuba. A feira, além de literatura e belas artes, inclui um festival de culinária, com pratos típicos da Índia, e outro de cinema, com filmes do mesmo país, detentor de umas maiores indústrias cinematográficas do planeta.
A Índia também ocupa, actualmente, o terceiro lugar na produção mundial de livros, atrás dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, com a publicação anual de 90 mil novos títulos.
A Feira do Livro de Cuba, este ano com199 expositores de 31 países, encerra no dia 22.

Clássicos

A Orquestra Sinfónica Nacional (OSN) de Cuba e a companhia de dança Irene Rodríguez realizaram ontem, em Havana, um espectáculo dedicado a grandes clássicos espanhóis. A propósito da realização da Feira Internacional do Livro, os dois conjuntos artísticos apresentaram algumas das obras mais famosas de compositores espanhóis, como Manuel de Falha, Isaac Albéniz e Amadeo Vive. O director da OSN, Enrique Pérez Mesa, e Irene Rodríguez dedicaram a gala ao 400º aniversário da publicação das aventuras de “Dom Quixote da Mancha”, de Miguel de Cervantes.
A coreógrafa montou para a ocasião as peças “Astúrias”, de Albéniz, “O Fandango de Doña Francisquita”, de Vive, e “Dança - o Ritual do Fogo” e a suite do “Chapéu de três Bicos”, de Falha.
Irene Rodríguez, que conquistou o Prémio Ibero-americano de Coreografa em 2012, está a terminar o doutoramento no Instituto Superior de Arte, onde se graduou em actuação há mais de uma década, quando era a primeira bailarina do Ballet Espanhol de Cuba. A sua companhia e a OSN apresentaram no ano passado “Sinfonia Espanhola do Clássico ao Flamenco”, a base para a montagem da gala sobre os clássicos espanhóis.

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