A história de “Wati e Sonhi”

Mário Cohen |
20 de Julho, 2016

Fotografia: Jaimagens

A história de uma sociedade onde um soba procura com os seus conselhos educar duas meninas de natureza diferentes é a novo proposta literária de Kanguimbu Ananaz retratada no livro “Wati e Sonhi”, a ser lançado no dia 23, às 17 horas, na Casa de Cultura Njinga Mbandi, em Luanda.

A cerimónia de lançamento do livro infanto-juvenil é uma iniciativa da União dos Escritores Angolanos (UEA), em parceria com a Casa de Cultura Njinga Mbandi, para saudar o Dia Mulher Africana, celebrado a 31 de Julho.
O enredo do livro, que tem como personagens o Soba, a Wati e a Sonhi, é narrado num ambiente onde a autoridade tradicional deseja instruir as duas meninas, de essências distintas, sendo a primeira aplicada aos afazeres domésticos, enquanto a segunda é preguiçosa.
A autora disse ao Jornal de Angola que o livro serve para chamar a atenção da sociedade para dar mais importância à educação das crianças, de maneira a desenvolver os valores morais e cívicos. “Ninguém cobra aquilo que deu. Se as pessoas não forem bem educadas, não podemos ver a qualidade das pessoas, porque não as demos”, disse.
A poetisa disse que a literatura infanto-juvenis ainda é desprezada, porque há pessoas que pensam que é um material de leitura só para as crianças, acrescentando que os adultos devem-se acostumar a ler esse tipo de livros porque as histórias não se destinam apenas aos mais novos.
A literatura, explica Kanguimbu Ananaz, tem o poder de enriquecer o intelecto de qualquer indivíduo, assim como ajudar a produzir uma boa redacção.  O livro, editado pela UEA, tem 19 páginas ilustradas por Victor Kiala e é apresentado pelo professor universitário  Jomo Fortunato.

Luanda Fica Longe

O livro “Luanda Fica Longe e Outras Estórias”, de José Luís Mendonça, é apresentado hoje às 18h00, na União dos Escritores Angolanos (UEA), durante uma sessão de venda e assinatura de autógrafos.

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