Artistas e escritores cubanos enaltecem abertura com EUA


20 de Janeiro, 2015

Artistas e escritores cubanos vêem com esperança a abertura com os Estados Unidos e esperam que ela abra um novo caminho para que a produção cultural da ilha amplie fronteiras sem as restrições de um embargo que limita a divulgação de filmes, discos e livros.

Como parte do histórico acordo entre Cuba e Estados Unidos de retomada de vínculos diplomáticos, quebrados desde 1961, o Presidente BarackObama anunciou a 17 de Dezembro que as viagens de americanos para a ilha por motivos académicos, culturais ou religiosos, estão autorizadas sem a necessidade de uma permissão especial.
Em 2011, com o objectivo de propiciar os “contactos povo a povo”, Obama flexibilizou as restrições de viagens à ilha por esses motivos, o que se traduziu num notório aumento de visitantes americanos a Cuba nos últimos anos e o início de alguns projectos culturais conjuntos. Essa medida criou “uma comunicação e uma troca cultural que beneficiou a todos, incluída a comunidade cubana de Miami”, lembrou o reconhecido romancista Leonardo Padura, em declarações à agência espanhola EFE. Agora, com a nova etapa que se abre com os EUA, o escritor considera que “tanto a cultura como o desportovão ser os primeiros beneficiados desta mudança”. Padura lembrou que os artistas cubanos que trabalham nos Estados Unidos não podem regular a sua actividade com contratos e “têm que cobrar de maneira alternativa”.
“Acho que tudo isso é um sinal de que através da cultura é possível dialogar, aproximar e ter uma relação muito mais harmónica”, destacouPadura.
O mundo do cinema também viu com esperança as possibilidades de poder abrir-se com esta mudança, já que “o bloqueio cortou muitos projectos de cineastas americanos que queriam rodar em Cuba e de actores e realizadores cubanos que não podem trabalhar lá”, afirmou à EFE o actor e realizador Jorge Perugorría.
“Havana”, de Sydney Pollack, uma parte de “O poderoso chefão”, de Francis Ford Coppola, e os dois filmes de Steven Soderbergh sobre “Che”são só alguns exemplos de longas-metragens de Hollywood inspirados em Cuba que não puderam ser filmados na ilha.

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