Cultura

Biblioteca Nacional leva livros a estudantes

Manuel Albano|

A escola 5.001, mais conhecida por “Fidel Castro”, localizada na vila de Viana, é a escolhida para albergar, amanhã, às 10h00, o programa mensal de redacção, contos e poesia, para ajudar as crianças a conhecerem melhor as obras e os escritores angolanos e internacionais, numa iniciativa da Biblioteca Nacional.

Obras de escritores angolanos e estrangeiros estão a ser promovidas nas escolas de Luanda para incentivar o hábito de leitura aos estudantes
Fotografia: João Gomes|Edições Novenbro

O programa, que vai permitir aos estudantes desenvolverem o gosto pela leitura e conhecerem a história do país, através da literatura, está enquadrado nas actividades comemorativas do Dia Internacional da Literatura Infantil, assinalado no domingo (2), explicou, ontem ao Jornal de Angola, o director-geral da Biblioteca Nacional.
Como prémios, garantiu João Lourenço, vão ser entregues alguns livros de escritores infanto-juvenis nacionais e estrangeiros, para aqueles que forem considerados os melhores alunos num concurso acompanhado pelos próprios professores e coordenação de técnicos da Biblioteca Nacional.
João Lourenço explicou que os resultados do programa de incentivo aos alunos para ganharem o gosto pela leitura tem sido muito positivo, por lhes  permitir um maior contacto com as obras de escritores, quer nacionais quer estrangeiros, que se dedicam à escrita para crianças.
O projecto, referiu, conta com o apoio de escritores infanto-juvenis como John Bella, Kanguimbo Ananaz, Isabel Ferreira, Maria Celestina Fernandes, Cremilda de Lima, Áurio Quicunga e Zuline Bumba.
Apesar de reconhecer que iniciativas do género devem ser implementadas em todo  o território nacional, espera-se com o projecto alcançar um número maior de escolas do ensino primário de Luanda. A literatura infantil como elemento fundamental no desenvolvimento da imaginação, emoções e sentimentos das crianças, disse, deve ser incentivada, não apenas no ciclo escolar, mas também no ambiente familiar, razão pela qual sugeriu um Plano Nacional de Leitura, que incentive os alunos a estudarem obras literárias infantis, a partir do primeiro ciclo do ensino de base.
Desta forma, alega, poderia existir a “sistematização do Plano Nacional de Leitura”, onde especialistas na matéria poderiam seleccionar, quais os escritores e as respectivas obras que devem ser obrigatórias no Sistema de Ensino Nacional.
“É importante a inclusão de algumas obras de referência de escritores nacionais no sistema educativo, por forma a aumentar nos pequenos os conhecimentos sobre as figuras históricas do país”, disse. 
A Biblioteca Nacional de Angola possui um acervo de mais de 100 mil livros disponíveis para consultas públicas. Com duas salas de leitura, com capacidade de albergar 50 pessoas cada, e um cyber com seis computadores, a Biblioteca Nacional de Angola recebe mensalmente entre 300 e 400 usuários. A instituição é regida por um estatuto, mas em 2011 surgiu o Decreto 270/11, que, em termos legais, cria a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. A  lei define que as bibliotecas tenham um acompanhamento metodológico, através do Ministério da Cultura e da Biblioteca Nacional.
A Biblioteca Nacional de Angola tem a sua origem ao abrigo do Decreto n.º 49 448, de 27 de Dezembro de 1969, Boletim Oficial n.º 301, I Série, com o objectivo de proporcionar serviços de leitura pública, consulta e investigação.

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