"Capitão Quadrado" lançado em Luanda

Adalberto Ceita |
13 de Abril, 2016

Fotografia: Santos Pedro

“Capitão Quadrado” é o título do livro autobiográfico do tenente-general Alípio Tomé Pinto, apresentado ontem ao público no Museu Nacional de História Militar, em cerimónia presidida pelo governador provincial de Luanda, Higino Carneiro.

Editada pela “Ler Devagar”, a obra narra as diferentes fases do percurso do antigo chefe da missão militar portuguesa na Comissão Conjunta para a formação das Forças Armadas Angolanas (FAA) em 1991. O livro, que tem prefácio do antigo Presidente de Portugal Ramalho Eanes, contém 413 páginas e custa cinco mil kwanzas.
Ao intervir no acto, na presença de oficiais generais e superiores das FAA, políticos, entidades religiosas e diplomatas, o governador de Luanda considerou a obra um património que vai servir de fonte de estudo para a nova geração de angolanos e portugueses.
Higino Carneiro, que se manifestou satisfeito por ter sido convidado para presidir à cerimónia, referiu que o livro serve de incentivo para que cada um dos antigos chefes das diferentes batalhas militares ocorridas em Angola possam igualmente escrever e deixar testemunho para as actuais e próximas gerações.
“Acho que já é tempo de passar no papel aquilo que constitui as nossas memórias. Os homens passam e fica a história e ela deve ser escrita e há muita coisa que nós podemos escrever”, disse.
Com apoio da jornalista Sarah Adamopoulos, Tomé Pinto apontou que o livro é também um desafio para as gerações que se seguem e das quais Angola pode ser dinamizadora e orientadora, através da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Lembrou que o livro aborda “Os Acordos de Bicesse” assinados em 31 de Maio de 1991 e a honrosa tarefa desempenhada por Portugal. Com uma intensa vida militar, o tenente-general Tomé Pinto ingressou na escola do exército em 1953, onde se licenciou em Ciências Militares. Ferido com gravidade em Angola, em 1961, e na Guiné-Bissau, em 1964, foi várias vezes chamado a liderar missões de carácter fortemente negocial, revelando ao mesmo tempo uma incomum aptidão para o trabalho operacional. A par disto, foi um dos responsáveis militares pela reposição da legalidade democrática ocorrida em Portugal, em Novembro de 1975.
Teve intervenções em exercícios da NATO de que resultaram duas menções honrosas e as melhores ligações com o Exército Italiano e Reino Unido. Da sua folha de serviços constam ainda 13 louvores, 15 condecorações nacionais e dez estrangeiras.

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