Comunidade khoisan é tema de livro

Lourenço Bule | Menongue
29 de Outubro, 2014

Fotografia: Lourenço Bule | Menongue

''Os khoisan a comunicação e o processo de socialização'' é o título do livro da autoria de José Jaime lançado na segunda-feira em Menongue, durante uma sessão que contou com a apresentação do director provincial da cultura, Luís Paulo Vissunjo.

O livro, que pertence à colecção ukulihinso, tem 128 páginas distribuídas em cinco capítulos, foi editado pela Rubricat e é o resultado de uma pesquisa sobre o grupo etnolinguístico khoisan, com base na proximidade que existe actualmente entre estes e os bantus.
O estudo, de acordo com José Jaime, tem o objectivo primordial de definir políticas destinadas a evitar a extinção desta comunidade, e avaliar as vantagens e desvantagens da comunicação na socialização dos khoisan, para que se possa salvar as futuras gerações da actual situação.
A investigação visa, igualmente, mostrar os vários projectos que o Governo Provincial e os seus parceiros desenvolvem em prol das comunidades.
Jornalista e actual director provincial da Televisão Pública de Angola (TPA) no Cunene, José Jaime realçou que a sua preocupação é devolver a dignidade dos khoisan, que há muito se perdeu, e associar-se a vários projectos do Governo do Cuando Cubango e das organizações filantrópicas que trabalham no sentido da inclusão social dos mesmos.
Os khoisans são dez por cento da população do país e encontram-se em fase de extinção, realçou o autor, que considera que se os governos africanos não envidarem esforços para a sua reintegração social “podemos, num futuro breve, correr o risco de os ver completamente extinguidos do continente africano”.
A comunicação, realçou José Jaime, é um dos principais factores que os levou a viverem da maneira que vivem e, no seu ruído comunicacional, surgiram vários conflitos que deram origem à fuga dos seus habitats para as matas ao longo do rio e, para alguns países que fazem fronteira com o Cuando Cubango, com destaque para a Namíbia.
Numa primeira fase, foram impressos dois mil exemplares do livro que, depois do Cuando Cubango, vão ser vendidos e autografados nas províncias do Bié, Huambo, Cuanza Sul, Luanda e Zaire. Os mercados português e espanhol também estão na mira do autor.

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