David Mestre foi lembrado

Mário Cohen |
14 de Agosto, 2015

O contributo que o escritor David Mestre deu ao engrandecimento da literatura angolana foi recordado, quarta-feira, na União dos Escritores Angolano (UEA), em Luanda, numa homenagem que serviu também para mostrar o seu legado às futuras gerações.

A homenagem, realizada no âmbito dos 40 anos da Independência, foi feita como uma forma de recordar o contributo que o escritor deu ao país, quer no campo da literatura, das artes plásticas, teatro e política.
Lopito Feijó, que foi o orador da cerimónia, considerou David Mestre uma figura de referência nacional, cuja vida e obra, principalmente o seu percurso literário, deve ser mais divulgado aos jovens.
Para Lopito Feijó, a distinção ajuda a resgatar uma das figuras de destaque da literatura angolana, assim como a eternizar o legado da sua obra entre os jovens e chamar atenção destes para a importância da escrita na educação das pessoas. Alguns dos textos do homenageado, explica, mostram a criatividade de um homem que usava a boa narração literária para conquistar o público e chamar a atenção da sociedade angolana da época. Hoje, realçou, alguns dos seus trabalhos foram traduzidos em inglês, espanhol, francês e russo. “Enquanto jornalista ganhou o Grande Prémio Nacional de Reportagem instituído em 1985.”
David Mestre, continuou,  notabilizou-se no mundo literário após a publicação do seu segundo livro “Crónicas do Gueto”, em 1972, na cidade de Lobito.
O escritor, adiantou, marcou, assim como Agostinho Neto, Luandino Vieira, Pepetela, António Jacinto, Uanhenga Xito, Aires de Almeida Santos, Ernesto Lara Filho, António Cardoso, uma época, através dos seus textos.
O escritor nasceu em Angola, em 1948. Entre os inúmeros cargos desempenhados destaca-se o de director do Jornal de Angola.

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