Distinção no Rio a Isabel Ferreira

Manuel Albano|
14 de Agosto, 2014

Fotografia: Cedida pela escritora

A escritora Isabel Ferreira é homenageada terça-feira, no Rio de Janeiro, no âmbito do projecto “Mulheres de Raça”, que destaca a luta pela igualdade racial e de género, uma iniciativa da Secretaria Especial de Promoção das Políticas de Igualdade Racial (SEPPIR).

Na homenagem vão estar outras 14 mulheres negras do Rio de Janeiro, que se distinguiram na promoção de debates sobre a igualdade racial e de género, em encontros, oficinas, feiras e apresentações artísticas, que possibilitaram o desenvolvimento de empreendedores negros na sociedade brasileira.
De acordo com as actividades da SEPPIR, o objectivo do programa “Mulher de Raça” é promover um evento de três dias, 19, 20 e 21 deste mês, no Galpão Docas Pedro II e no Cais do Valongo, no Rio de Janeiro.
A escritora angolana vai aproveitar a homenagem para apresentar o seu mais recente livro, “O leito do silêncio”, lançado em Angola no passado mês de Abril.
“O leito do Silêncio” é um livro de poesia com 70 páginas que destaca, no essencial, o amor, a figura feminina, os valores culturais da cidade de Luanda, o mar e os seus encantos.
Entre as personalidades femininas negras do Rio de Janeiro a serem homenageadas este ano  destacam-se a cantora e compositora Sandra de Sá, a atleta dos 800 metros Luciana Mendes, a escritora Lia Vieira e a Jornalista Flávia Oliveira.
Isabel Ferreira nasceu em Luanda e tem publicado livros de poesia, como “Laços de Amor”, “Caminhos Ledos”, “Nirvana”, “À Margem das Palavras Nuas”, além dos romances “Fernando D’Aqui”, “O Guardador de Memórias”, “O Coelho Conselheiro”, “Matreiro e Outros Contos” e “Que Eu Te Conto”.

Programa de actividades

Na agenda das actividades constam ainda o lançamento do catálogo afro-empreendedores cariocas, assim como o portal electrónico “Cores do Rio”, destinado a promover o diálogo entre elementos de diferentes etnias presentes na cidade do Rio de Janeiro.
A apresentação do novo disco do cantor e actor brasileiro José Araújo, a realização do projecto Rodas de conversas temáticas, desfiles de moda africana e afro-brasileira, a exibição de filme ligados à temática da igualdade racial e de género, oficinas de danças africanas, ciganas e indígenas, assim como mostras de penteados afro, turbantes, bonecas e maquilhagem fazem parte da agenda da actividade.
A actividade realiza-se para comemorar o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, criado a 25 de Julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana.
A referida data foi estipulada como o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e Governo brasileiro têm actuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de género e racial/étnica em que vivem estas mulheres.

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