Festa Literária de Paraty termina no Brasil


3 de Agosto, 2014

Fotografia: Reuters

Um total de 47 autores de 15 países, incluindo a argentina Graciela Mochkofsky, o chileno Jorge Edwards, o mexicano Juan Villoro e o peruano Daniel Alarcón, participam até hoje na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), o maior festival das letras do Brasil.

Nesta 12ª edição, a FLIP volta a ocupar Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, com os seus aguardados encontros, seminários e oficinas entre público e escritores, jornalistas, literatos e críticos.
Desde o início da semana, vários escritores circulam pela cidade, enquanto os leitores já têm acesso a alguns seminários. A festa foi inaugurada com uma homenagem ao caricaturista, jornalista e dramaturgo Millor Fernandes e um espectáculo da cantora Gal Costa.
Todos os encontros, conferências e mesas-redondas podem ser seguidos directa e gratuitamente pelo público através de um ecrã gigante que foi instalado na praça central de Paraty, uma resposta da organização às reivindicações dos visitantes que, muitas vezes, ficavam sem entradas para os diferentes eventos da feira.
Entre os principais convidados para este ano figura o norte-americano Glenn Greenwald, o jornalista que revelou o caso de espionagem em massa por parte das agências de segurança dos Estados Unidos.
O principal grupo de convidados é composto por amigos de Millor Fernandes, o escritor homenageado nesta edição, como os também cartoonistas Jaguar, Claudius e Cássio Loredano. Vladimir Sorokin é o primeiro autor de nacionalidade russa a participar na FLIP, que, este ano, também conta com a britânica de origem indiana Jhumpa Lahiri, vencedora do prémio Pulitzer, e a neozelandesa Eleanor Catton, vencedora do prémio Booke Prize no ano passado.
O chileno Edwards, que já recebeu importantes prémios, como o Cervantes e o Planeta, mas ainda não é tão conhecido por aqui, dialoga com os leitores brasileiros sobre o seu livro “A Origem do Mundo” (1996), cuja tradução para português foi lançada no ano passado pela editora Cosac Naify.
A jornalista Mochkofsky, conhecida como colaboradora da revista “Piauí”, aborda as tramas que planta em “Pecado Original” (2011), no qual descreve as disputas entre os Kirchner e o grupo de comunicação social Clarín.
Villoro, autor de quase 30 livros, aproveita a festa para lançar a versão em português de “Recifes” e para promover “O Livro Selvagem”, a sua única obra até agora lançada no Brasil.
O peruano-norte-americano Alarcón, que tem apenas um livro publicado no Brasil, “Rádio Cidade Perdida”, pretende aproveitar a FLIP para lançar a tradução para português da obra “De Noite Andamos em Círculos”.

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