Harper Lee publica "Go Set a Watchaman"


6 de Fevereiro, 2015

Fotografia: Divulgação

“Go Set a Watchman”, um romance de Harper Lee, é lançado em 14 de Julho em versão impressa e ebook em língua inglesa décadas depois de ter começado a ser escrito.


A escritora pôs livro de lado para escrever a obra-prima “Mataram a Cotovia”, único romance que publicou até agora.
O anúncio foi feito pelos editores da HarperCollins, que revelaram que no romance nunca publicado a personagem é Scout, a menina maria-rapaz, de seis anos, de “Mataram a Cotovia”, mas já é adulta.
A escritora que nasceu em Monroeville, Alabama, em 1926, julgava o manuscrito perdido e ficou surpreendida ao encontrá-lo.
“Mataram a Cotovia”, distinguido com o Prémio Pulitzer em 1961, um ano após a publicação, foi traduzido para mais de 40 línguas. Teve várias edições, com títulos diferentes: “Por Favor, Não Matem a Cotovia”, “Não Matem a Cotovia” e “Mataram a Cotovia”. A escritora refere num comunicado da editora que em “Go Set a Watchman”, Scout, já adulta desloca-se a Nova Iorque para visitar o pai, o advogado Atticus, e é confrontada com “assuntos pessoais e políticos”.
Scout tenta perceber “a atitude do pai em relação à sociedade” e os seus “próprios sentimentos sobre o sítio onde nasceu e passou a infância”. No mesmo comunicado conta como tudo se passou: “a meio da década de 1950, escrevi um romance chamado ‘Go Set a Watchman’. Baseia-se na personagem conhecida como Scout já adulta e considero-o um esforço muito decente. Na época, o meu editor, que gostou muito dos flashbacks que o livro tinha relativamente à infância de Scout, convenceu-me a escrever o romance do ponto de vista de uma jovem. Eu era uma escritora que dava os primeiros passos e por isso fiz o que me disseram”. Foi assim que nasceu “Mataram a Cotovia”, que foi adaptado ao cinema em 1962 por Robert Mulligan. A história decorre no sul dos Estados Unidos no início dos anos 1930, em plena Grande Depressão, e centra-se na personagem de Scout Finch, cujo pai, advogado, defende um negro falsamente acusado de ter violado uma rapariga branca.
Numa pequena povoação, cuja população branca mantém preconceitos racistas, a sua decisão obriga-o a arrostar com a hostilidade de vizinhos e amigos.
Harper Lee não sabia que “Go Set a Watchman”, o seu romance anterior, de 309 páginas, tinha sobrevivido e por isso ficou surpreendida e encantada quando no ano passado “a sua querida amiga e advogada Tonja Carter” o descobriu.
“Depois de muito pensar e hesitar mostrei-o a algumas pessoas em quem confio e fiquei contente por elas acharem que era digno de ser publicado”, disse a escritora.

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