Jardim contribui para a aparição de autores

Mário Cohen |
6 de Abril, 2016

Fotografia: Eduardo Pedro

O Jardim do Livro Infantil tem possibilitado o surgimento de mais título e autores que se dedica a escrita para crianças, assim como tem enriquecido o panorama de escritores do género, disse ontem, em Luanda, o escritor Áurio Quicunga.

Em declarações ao Jornal de Angola, o vencedor da edição de 2011, com o livro “Lodinho-Menino de Lodo, Boneco de Ouro”, disse que nos últimos anos têm surgido escritores que estão a se dedicar a escrever livros para crianças.
Desta forma, destacou, o aumento desses escritores, tem permitido promover e divulgar o género literário infantil, apesar das dificuldades enfrentadas no âmbito da política de publicação, assim como da promoção e distribuição dos livros.
Áurio Quicunga explicou que as editoras têm cumprido com o seu papel de publicara e promover os escritores angolanos com o apoio dos empresários e do Executivo, através de política que incentivem a criação artística.
A realização da Feira do Jardim do Livro Infantil anualmente, em Junho, tem ajudado a despertar nas pessoas, em particular nos pais e professores, a importância do livro para os alunos, e das estórias dos escritores no crescimento e passagem de valores morais e culturais às crianças. Áurio Quicunga  disse que o Instituto Nacional das Indústrias Culturais (INIC), tem apostado em novos escritores a partir das propostas que são enviadas para os prémios instituídos, cujos trabalhos têm “qualidade e um bom cunho pedagógico e lúdico para ser editado”.
A necessidade de serem revistas as políticas dos direitos autorais, assim como dos subsídios artísticos a que os escritores têm direito, também é uma das sugestões do escritor.
Quanto a outras editoras, Áurio Quicunga  reconhece os esforços da União dos Escritores Angolanos (UEA)  na tentativa de manter alguma regularidade na publicação anual de livros para crianças. 
O autor reconheceu   os esforços feitos da editora Chá de Caxinde, no sentido de promover o Prémio Caxinde do Conto infantil, onde são publicadas obras de escritores já conceituados e inéditos.

Mais encontros

O interesse das editoras na publicação de autores de literatura infantil e infanto-juvenil deve servir para  as crianças terem acesso aos livros, conheçam os contos e fábulas do país, defendeu o escritor. Áurio Quicunga apelou à necessidade de existir com maior regularidade encontros entre escritores de literatura infantil. A troca de ideias com escritores mais experimentados deve ser uma constante, e não apenas na véspera da realização do Jardim do livro Infantil e outros eventos.
O escritor disse ser importantes t  promover o livro entre as crianças com maior regularidade nas escolas e colégios pelo país. A criação de políticas para os preços baixarem e em alguns casos oferecê-los às crianças, como tem feito o Ministério da Cultura, no âmbito do programa “Minha Primeira Mala de Livro”, tem permitido uma maior divulgação da cultura angolana.
A importância de se continuar a homenagear os precursores da literatura infantil, pelo conteúdo das suas obras, como  Dario de Melo, Maria Eugenia Neto, Gabriela Antunes, Cremilda de Lima, Octaviano Correia, Rosalina Pombal, Manuel Rui, Pepetela, Maria Celestina Fernandes, José Luís Mendonça, John Bellas, Kanguimbo Ananás, Lito Silva e Yola Castro, pode ser uma forma de reconhecimento pelo contributo prestado em prol da promoção e divulgação da literatura nacional, particularmente as escritas para as crianças, disse.
Áurio Quicunga  publicou quatro livros,  “Lodinho-Menino de Lodo, Boneco de Ouro”, em 2011, “Jamwale-A menina dos olhos do Sol”, em 2013, ambos pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais, “Quimera”, pela Corpo Editora, em 2013, e “A Escola que kuia Bwé”, em 2014.

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