Jovens escritores recebem incentivos


11 de Março, 2015

Os escritores afectos à Brigada Jovem de Literatura no Huambo foram incentivados a representar o quotidiano angolano nos textos literários, de modo a preservarem a identidade nacional.


O facto foi expresso pelo professor de literatura Joaquim Martinho durante uma palestra sobre o contexto actual da literatura angolana, na Biblioteca Constantino Camali, uma organização da Brigada Jovem de Literatura.
Disse que é importante realçar nos livros aspectos socioculturais de Angola, porque  os textos literários devem incidir sobre o contexto social no qual estão inseridos os escritores.
Afirmou que os textos literários têm características próprias e devem conter a identidade que caracteriza qualquer povo ou civilização, sendo que os homens das letras devem buscar subsídios orientadores para uma recriação de forma consciente do seu imaginário.
Citou o exemplo de alguns  precursores da literatura tipicamente angolana  que, a partir de 1950, com o Movimento dos Novos Intelectuais  e sob o lema “Vamos Descobrir Angola”, evidenciaram nos seus textos as raízes do país, de forma a ficcionarem diferentemente os padrões estéticos dos colonizadores. Joaquim Martinho realçou, porém, que a angolanidade é manter as características das suas raízes, “defendendo aquilo que  identifica  como pessoas”. Apontou, para o efeito,  António  Agostinho Neto,  Viriato da Cruz, entre outros escritores, como sendo autênticos defensores da cultura nacional, demonstrando nos  textos as marcas  visíveis  da angolanidade.

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